quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Documento do governo dos EUA que era extremamente secreto vem alimentando ataques e desinformação da esquerda sobre esforços brasileiros contra o terrorismo comunista na década de 1970

 15 de maio de 2018

Documento do governo dos EUA que era extremamente secreto vem alimentando ataques e desinformação da esquerda sobre esforços brasileiros contra o terrorismo comunista na década de 1970


Julio Severo

O Globo, um dos jornais brasileiros mais proeminentes — numa proeminência geralmente esquerdista —, disse na semana passada:
“Um memorando feito pelo ex-diretor da CIA William Egan Colby em 11 de abril de 1974 e destinado ao então Secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger sugere como o ex-presidente Ernesto Geisel soube e autorizou a execução de centenas de opositores políticos durante a ditadura militar no Brasil.”
A Folha de S. Paulo, outro jornal brasileiro com uma proeminência geralmente esquerdista, disse:
“Um documento secreto de 1974 liberado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos afirma que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) aprovou a continuidade de uma política de ‘execuções sumárias’ de adversários da ditadura militar.”
Toda a esquerda brasileira está se deliciando com as informações disponibilizadas no site do Departamento de Estado dos EUA.
Presidente Ernesto Geisel
No entanto, o que O Globo chamou de “opositores políticos” inocentes, o Departamento de Estado dos EUA chamou de “os subversivos e terroristas mais perigosos.”
Então, qual é o problema do regime militar brasileiro executando os subversivos e terroristas mais perigosos?
Todos esses terroristas eram comunistas. Eles não estavam envolvidos em atividades políticas inocentes. Eles estavam envolvidos em assassinatos, assaltos a bancos e muitos outros crimes violentos. Acima de tudo, eles estavam matando para estabelecer no Brasil uma ditadura comunista.
Existe uma diferença enorme. Enquanto os regimes comunistas ao redor do mundo — inclusive a União Soviética, China e Cuba — estavam matando a torto e direito qualquer um que se opusesse pacificamente à sua ditadura, os militares brasileiros não matavam aleatoriamente pessoas não envolvidas em atividades terroristas.
O que o documento do Departamento de Estado disse?
“[O diretor da CIA William] Colby relatou que o presidente [Ernesto] Geisel planejava continuar a política de [ex-presidente] Médici de usar meios extralegais contra subversivos, mas limitaria as execuções aos subversivos e terroristas mais perigosos.”
Essa informação era extremamente sigilosa. Por que agora está disponível livremente para os esquerdistas vandalizarem um evento desagradável, mas necessário?
Não há problema em limitar as execuções aos subversivos e terroristas mais perigosos. Se não tivessem sido executados, esses subversivos e terroristas perigosos derrubariam o governo brasileiro e não limitariam quaisquer de suas execuções: eles executariam toda e qualquer pessoa, inclusive os cidadãos mais inocentes.
A violência desses terroristas não estava poupando nem mesmo americanos:
* “Em outubro de 1968 a VPR [Vanguarda Popular Revolucionária, uma organização marxista] elevou as apostas ao assassinar o capitão do Exército dos EUA Charles [Rodney] Chandler quando ele colocou os pés para fora de sua casa em São Paulo. Chandler estava fazendo cursos universitários (na altamente conservadora Universidade Mackenzie) como parte de seu treinamento para ensinar português em West Point.” (Thomas E. Skidmore, The Politics of Military Rule in Brazil, 1964-1985 [A Política do Regime Militar no Brasil, 1964-1985] [Oxford University Press, 1990], página 87.)
* Charles Burke Elbrick, embaixador dos EUA no Brasil, foi sequestrado e mantido cativo durante quatro dias em setembro de 1969.
Portanto, não há razão para defender os subversivos e terroristas mais perigosos, como a imprensa brasileira está fazendo. Tratar os subversivos e terroristas mais perigosos como meros opositores políticos é pisar no sangue de suas vítimas. Como diz o velho ditado, aquele que salva os lobos sacrifica as ovelhas.
O que mais o Departamento de Estado disse?
“O Departamento [de Estado] informou a Embaixada [dos EUA no Brasil] que, dado o rápido desenvolvimento econômico do Brasil e a hostilidade do Congresso [dos EUA] ao prosseguimento indefinido de programas de assistência, a assistência bilateral (com exceção de narcóticos e assistência de planejamento familiar) seria eliminada.”
Essa informação era extremamente sigilosa. Sua data era 18 de maio de 1973.
Por que o governo dos EUA estava tão empenhado em não eliminar sua “assistência de planejamento familiar” para o Brasil?
Mencionado com destaque no documento divulgado está Henry Kissinger, então secretário de Estado, que estava muito preocupado com os assuntos brasileiros. Kissinger também foi, com a CIA, responsável pelo NSSM 200 (Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200). É também chamado de Relatório Kissinger, e foi elaborado durante o governo republicano de Richard Nixon.
O assunto do NSSM 200 era “Implicações do Crescimento da População Mundial para a Segurança e Interesses Externos dos EUA” e trata o crescimento da população brasileira como uma ameaça ao acesso dos EUA aos recursos naturais brasileiros.
O NSSM 200 identifica o Brasil como um dos principais alvos das políticas de controle populacional dos EUA, as quais incluíam a integração dos serviços de saúde para planejamento familiar e doutrinação.
Uma grande vitória do NSSM 200 foi integrar o planejamento familiar nos serviços de saúde. Antes do NSSM 200, o planejamento familiar (que é um eufemismo para o controle populacional) não era assistência médica e não estava integrado nos serviços de saúde. Sua integração foi uma vitória do controle de população do governo Nixon, um governo republicano obcecada em reduzir a população mundial e que, não surpreendentemente, viu o aborto sendo legalizado debaixo dos narizes dos republicanos.
Outras medidas fortes implementadas diretamente do NSSM 200 foram doutrinação de que o tamanho ideal da família era de 2 filhos e que as mulheres deveriam ser “encorajadas” ou até mesmo empurradas a trabalhar fora de casa, exatamente para dificultar o nascimento de bebês.
Enquanto o governo brasileiro estava trabalhando para executar os subversivos e terroristas mais perigosos — uma medida necessária que não desagradaria a nenhum homem e mulher decentes —, o governo dos EUA estava trabalhando para “executar” novas gerações de brasileiros através do controle populacional sorrateiro com a intenção de reservar recursos naturais brasileiros não para a próxima geração de brasileiros, mas para a próxima geração de americanos.
Enquanto isso, a mesma mídia esquerdista brasileira que tem sido cuidadosa em não chamar os comunistas ativamente envolvidos em violência e ataques terroristas de subversivos e terroristas comunistas perigosos tem sido igualmente cuidadosa em não expor e atacar os esforços de controle populacional do governo dos EUA.
O documento do Departamento de Estado disse:
“Crimmins informou ao Departamento [de Estado] que o acordo Brasil-Alemanha sobre cooperação nuclear refletia o desejo do Brasil de maior status de potência. O embaixador concluiu que, se o Brasil se tornasse uma potência nuclear, isso prejudicaria seus laços com os Estados Unidos.”
Se o Brasil deseja uma coexistência pacífica com os Estados Unidos, não pode alcançar um status importante de potência. Eu sei disso porque em 2008 o profeta americano Chuck Pierce profeticamente disse para mim e para um grupo de líderes cristãos brasileiros que se o Brasil apoiasse Israel, Deus elevaria o Brasil como uma potência e o resultado seria inveja e oposição dos Estados Unidos. Você pode ler minha reportagem completa aqui. Atualmente, como nação que não respeita Israel, o Brasil não merece se tornar uma potência.
O documento do Departamento de Estado disse:
“A Embaixada [dos EUA] comentou sobre a eleição de Geisel como presidente, observando que o retorno ao governo representativo prometido pelo regime de Médici não havia ocorrido.”
Eu apoio, no contexto dos EUA, o governo representativo para os EUA, porque suas instituições são fortes. Mas no contexto brasileiro da década de 1970, quando as instituições brasileiras estavam seriamente ameaçadas por ações subversivas e armadas de comunistas financiados por ditaduras comunistas estrangeiras, um governo representativo, pacífico e democrático para combater a violência comunista armada e a guerrilha seria suicídio nacional. Os próprios comunistas exigiam “governo representativo,” como se quisessem democracia. No contexto brasileiro, o governo representativo seria um trampolim para o caos e revolução comunista.
Mesmo assim, o governo dos EUA estava preocupado com a falta de tal governo representativo, apesar de nunca ter pressionado de forma alguma seu grande aliado, a ditadura islâmica da Arábia Saudita, a ter um governo democrático.
O documento do Departamento de Estado disse:
* “[O embaixador americano no Brasil] Crimmins discutiu as perspectivas de liberalização política no Brasil. Ele concluiu que seria uma fonte contínua de dificuldades para o governo de Geisel.”
* “Crimmins sugeriu possíveis tópicos para a futura viagem de Kissinger ao Brasil. Especificamente, o embaixador solicitou que o secretário [de Estado] tocasse com Geisel no assunto da liberalização política, em particular violações dos direitos humanos.”
* “Crimmins sustentou que é improvável que os programas de assistência direta do governo dos EUA pudessem ser usados para mitigar os abusos dos direitos humanos, mas que os esforços regionais de assistência poderiam ser eficazes.”
* “O embaixador Crimmins relatou as medidas tomadas pela Embaixada para enfatizar para as autoridades brasileiras a preocupação do governo dos EUA com relação a abusos de direitos humanos.”
* “O Departamento instruiu a embaixada a entregar uma diligência ao chanceler Silveira para informá-lo da preocupação do Congresso [dos EUA] com as violações dos direitos humanos.”
* “No telegrama 45319 para todos os postos diplomáticos, 25 de fevereiro, o Departamento solicitou informações e análises sobre violações dos direitos humanos em países que recebiam desenvolvimento econômico ou assistência militar dos EUA.”
* “A embaixada recomendou que um convite para que o diretor do Centro de Inteligência do Exército Brasileiro visitasse os Estados Unidos fosse adiado à luz das preocupações com os direitos humanos e a Operação Condor.”
O que chama a atenção nessa comunicação, sob um governo republicano e conservador nos EUA, é que todo o documento do Departamento de Estado dos EUA não contém nenhuma expressão de preocupação com abusos de direitos humanos cometidos por terroristas comunistas contra cidadãos brasileiros. Não existe essa preocupação por parte de Henry Kissinger, o embaixador dos EUA no Brasil, a CIA e no Departamento de Estado.
Como poderia o governo militar brasileiro lidar democraticamente com os terroristas comunistas, que já estavam cometendo todo tipo de violência, sem “abusos” contra os direitos humanos deles?
Enquanto o governo militar brasileiro estava lidando com comunistas — que com os muçulmanos são, por excelência, abusadores de direitos humanos —, o governo dos EUA estava criticando o governo brasileiro por abusos de direitos humanos contra os comunistas. O Departamento de Estado dos EUA tinha dúvidas de que os comunistas buscavam estabelecer no Brasil uma ditadura de abuso de direitos humanos contra a população brasileira?
Quero deixar bem claro que, como evangélico, entre o governo militar brasileiro antiisraelense e o governo dos EUA pró-Israel, eu preferiria o governo dos EUA. Mas entre os comunistas revolucionários decididos a derrubar o governo brasileiro e o governo militar brasileiro, o que os cidadãos brasileiros inocentes deveriam escolher?
Posso entender hoje o governo Obama preocupado com os abusos dos direitos humanos do governo militar brasileiro na década de 1970, mas não consigo entender como o mesmo governo republicano conservador de Nixon que tolerou todos os tipos de abusos de direitos humanos na Arábia Saudita reclamando do governo militar brasileiro não respeitando os direitos humanos dos terroristas comunistas.
O Partido Republicano e seu governo de Nixon não foram bondosos e justos com o Brasil na década de 1970. Não estou defendendo tudo o que foi feito pelo governo militar sob o comando do general Ernesto Geisel, o presidente luterano. Aliás, foi o primeiro presidente protestante do Brasil.
O documento do Departamento de Estado também disse:
“No telegrama 43532 para todos os postos diplomáticos, 26 de fevereiro, o Departamento informou aos postos em países que estavam recebendo assistência de segurança dos EUA de que ‘os fatores de direitos humanos devem, sob a política existente do Departamento de Estado, ser cuidadosamente considerados no planejamento e execução de nossos Programas de Assistência de Segurança.’ (Ibid., D750069–0367) Crimmins tocou no assunto dos casos de Kucinski e Wright em uma reunião com Araújo Castro em 25 de abril. (Telegrama 7073 de Brasília, 14 de agosto; ibidem, D750281-0294).”
Provavelmente, Crimmins quis dizer Paulo Stuart Wright, nascido no Brasil de pais missionários americanos. Wright era um político brasileiro ativamente engajado em atividades socialistas. O governo militar brasileiro o fez “desaparecer.” Seu irmão era Jaime Nelson Wright, um pastor presbiteriano ativamente engajado na propaganda socialista, especialmente no Evangelho Social (conhecido no Brasil como Teologia da Missão Integral). Mesmo não estando envolvido em violência armada, sua propaganda apoiava os comunistas envolvidos em tal violência.
Como evangélico conservador, não apoio a militância política esquerdista de Wright e igualmente não apoio o que o governo militar brasileiro fez com ele. Embora a violência armada seja combatida com uma resposta armada, propagandas ruins são combatidas com propagandas melhores — principalmente o Evangelho, que é suficiente para combater o socialismo ateísta ou “cristão.” Se Wright estava envolvido apenas em propaganda socialista, não em violência armada, o governo deveria ter encontrado outra maneira de lidar com ele. Jaime Wright, que se tornou um defensor dos direitos humanos dos socialistas brasileiros, foi fundamental para pressionar o governo dos EUA a fazer o governo brasileiro prestar contas pelo desaparecimento de seu irmão. Ele foi bem-sucedido em tal pressão apenas porque seus pais eram americanos.
Ambos Wrights poderiam ter evitado muito sofrimento pessoal se, em vez de se ocuparem com ativismo socialista, eles tivessem se ocupado só com a missão de pregar o Evangelho, curar os enfermos e expulsar demônios no nome de Jesus.
Mas, novamente, se o governo dos EUA podia tolerar a Arábia Saudita, campeã de abusos dos direitos humanos, por que não tolerar os abusos menores no Brasil?
No contexto dos EUA, com muitas igrejas evangélicas influenciando o governo dos EUA, era possível combater o comunismo com a democracia. Mas no contexto brasileiro, era impossível combater o comunismo com a democracia.
Eu entendo o Partido Democrata e seus governos socialistas de Carter, Clinton e Obama não sendo bondosos e justos com a luta brasileira contra os terroristas comunistas. Mas por que o Partido Republicano e seu governo de Nixon foram igualmente injustos?
Por que o Partido Republicano e seu governo de Nixon se preocupavam com os abusos dos direitos humanos dos subversivos e terroristas comunistas no Brasil?
Agora, a esquerda brasileira está usando as queixas do governo Nixon, disponibilizadas no site do Departamento de Estado dos EUA, como confirmação de que o governo militar brasileiro cometeu abusos de direitos humanos contra os comunistas.
Isso é de longe um dos maiores desserviços do governo dos EUA para a luta anticomunista no Brasil. O outro grande desserviço foi a campanha de controle populacional dos EUA, lançada por um governo republicano, para mirar a população brasileira para redução e doutrinação.
Confesso que fui vítima dessa doutrinação, sendo ensinado que o controle da natalidade e o planejamento familiar são um direito humano — assim como o NSSM 200 ensina. Mas depois de contato com Mary Pride (especialmente seu excelente livro, “The Way Home,” publicado pela Crossway Books em 1985) e o Dr. Paul Marx, o fundador da Human Life International, entendi que minha mentalidade pró-controle de natalidade era um resultado da doutrinação de controle populacional iniciada há muito tempo no Brasil por um governo republicano dos EUA e seu NSSM 200.
Meu primeiro contato com Paul Marx foi através de Last Days Ministries (Ministérios dos Últimos Dias) em 1986. Eu já tinha contato com Last Days Ministries, de Keith Green, sendo muito abençoado por sua literatura evangelística, devocional, inspiradora e pró-vida. Ao ler sua literatura pró-vida, tornei-me totalmente pró-vida e pedi sua ajuda para denunciar uma clínica de aborto ilegal no Brasil. Como Last Days Ministries não tinha escritório no Brasil, eles me deram o contato de Paul Marx, cuja Human Life International tinha contatos católicos no Brasil. Embora, no final das contas, esses contatos não pudessem me ajudar a fechar a clínica de aborto em São Paulo, minha mãe e eu pudemos fazê-lo.
Por revelação do Espírito Santo, fomos divinamente advertidos a não denunciar à polícia local, que de alguma forma estava ligada à clínica. Uma delegacia de polícia de outra região foi contatada.
Agradeço a Deus que há americanos que lutam arduamente para educar as pessoas em todo o mundo sobre os males que o governo dos EUA, de presidentes republicanos e democratas, faz contra outras nações através de seus esforços sorrateiros de controle populacional.
Leitura recomendada:

Trump, Classes Bíblicas nas Escolas e a Separação da Igreja e Estado

 31 de janeiro de 2019


Trump, Classes Bíblicas nas Escolas e a Separação da Igreja e Estado


Trump, Classes Bíblicas nas Escolas e a Separação da Igreja e Estado

Michael Brown
Em resposta ao tuíte do Presidente Trump elogiando as escolas que estavam introduzindo aulas de alfabetização bíblica, o comediante e ator John Fugelsang respondeu com zombaria máxima: “A única razão pela qual você é presidente é que 62 milhões de pessoa que se descrevem como cristãs são completamente analfabetas sobre os ensinamentos de Jesus. Toda vez que Trump menciona a Bíblia, os anjos tossem até não aguentar mais.”
Vamos deixar de lado a zombaria de Fugelsang para com os cristãos que votaram em Trump. E vamos ignorar seu ataque ao presidente.
Em vez disso, vamos fazer esta pergunta simples: Trump foi culpado de elogiar uma flagrante violação da separação entre igreja e Estado? Ele escreveu: “Vários estados introduzindo aulas de alfabetização bíblica, dando aos alunos a opção de estudar a Bíblia. Começando a voltar ao que era antes? Ótimo!”
Respondendo ao tuíte do presidente, Ryan Hill simplesmente citou a Primeira Emenda da Constituição dos EUA: “O Congresso não fará nenhuma lei a respeito do estabelecimento de uma religião, ou proibindo o livre exercício dela; ou reduzindo a liberdade de expressão, ou de imprensa; ou o direito de as pessoas pacificamente se reunirem e solicitar ao governo uma reparação de queixas.”
Mas o que uma aula bíblica voluntária em uma escola pública tem a ver com a Primeira Emenda?
Absolutamente nada.
Não há a menor conexão, seja imaginada ou real.
Aliás, só em 1963, na decisão Distrito Escolar de Abington versus Schempp, o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que a leitura obrigatória da Bíblia nas escolas públicas era uma violação da Primeira Emenda. No entanto, por mais radical que essa decisão tenha sido à luz da história americana, a lógica desses juízes não afetaria de maneira alguma uma aula voluntária sobre alfabetização bíblica.
Mas não acredite na minha palavra. Vamos voltar aos primeiros 125 anos dos Estados Unidos e rever o que acontecia nas escolas de nossos filhos. Você vai ficar surpreso. (Faço referência ao seguinte material em detalhes, com muitos exemplos adicionais, no meu livro Saving a Sick America, dos quais alguns desses parágrafos foram adaptados.)
Em 1690, a primeira cartilha didática dos EUA, a New England Primer, foi publicada. O alfabeto era ensinado usando versículos da Bíblia para cada letra, e a cartilha continha perguntas sobre os ensinamentos morais da Bíblia, orações das crianças, a oração do Pai Nosso, os Dez Mandamentos, o Catecismo Menor e perguntas sobre a Bíblia feitas pelo Sr. Cotton.
A Primer continuou a ser amplamente utilizada nas escolas americanas de todos os tipos — públicas, privadas, domésticas ou cristãs — pelos próximos 200 anos.
Com o tempo, essa cartilha foi substituída pela Blue Black Speller, de Noah Webster, publicada pela primeira vez em 1783, “com sua sentença inicial declarando: ‘Nenhum homem pode evadir-se da lei de Deus.’ Essa cartilha [foi] amplamente utilizada nas escolas americanas e [era] recheada de versículos bíblicos. Versões posteriores declararam: ‘Noah Webster, que ensinou milhões a ler, mas não ensinou ninguém a pecar.’”
Gerações de crianças americanas aprenderam a ler e escrever com esse livro, apontando para a alta estima com que a Bíblia era mantida na cultura americana, mesmo por muitos não-crentes.
Comprei exemplares de diferentes edições desses dois livros para mim e fiquei chocado com o conteúdo. Era muito mais cristão e baseado na Bíblia do que os currículos em muitas escolas cristãs de hoje. Aliás, o material era muito mais cristão e baseado na Bíblia do que o que é ensinado hoje em muitas igrejas cristãs contemporâneas nos Estados Unidos.
À luz de livros didáticos como esse, não é de surpreender que um relatório de fevereiro de 1813 sobre uma escola pública em Washington tenha dito: “55 aprenderam a ler no Antigo e no Novo Testamento e todos conseguem soletrar palavras de três, quatro e cinco sílabas… Dos 59 de matriculados que não sabiam uma única letra, 20 agora conseguem ler a Bíblia e soletrar palavras de três, quatro e cinco sílabas.”
Em 1836, a primeira cartilha de McGuffey foi “publicada que [ensinava] o ABC junto com versículos da Bíblia. Essa cartilha [era] vista como uma ‘cartilha eclética’ que combina [d] axiomas e provérbios instrutivos, fundamentos da gramática e seleções da melhor literatura inglesa.”
Infelizmente, no final do século XIX, o lugar central da Bíblia na educação americana havia sofrido muita erosão, como pode ser visto lendo as edições subsequentes da cartilha McGuffey, que removeu muito do conteúdo bíblico.
Apesar disso, a Bíblia tinha sido tão central na educação americana por tantos anos que, em 1892, o Sindicato dos Professores do Kansas fez esta declaração:
As escolas públicas livres dos Estados Unidos são consequências das escolas cristãs ou pastorais da Nova Inglaterra puritana, que foram estabelecidas por nossos antepassados para preparar seus filhos para se tornarem membros úteis da sociedade e da igreja…
Se isso foi sábio ou não, não é nosso propósito discutir, além de observar que, se o estudo da Bíblia deve ser excluído de todas as escolas do Estado, se a inculcação dos princípios do Cristianismo é não ter lugar no plano diário, se a adoração de Deus não fizer parte dos exercícios gerais dessas escolas públicas elementares, então o bem do Estado seria melhor alcançado restaurando todas as escolas ao controle da igreja.
Essa é uma afirmação e tanto!
Obviamente, nunca ocorreu aos Fundadores dos EUA, nem às gerações subsequentes de líderes americanos, que esse papel proeminente dado à Bíblia em nossas escolas era uma violação da Primeira Emenda. Nem se tornou uma questão legal importante até 1962, quase dois séculos depois da fundação dos EUA.
Compare isso com a hostilidade extrema à Bíblia hoje e, num instante, você tem uma ideia de até onde os EUA caíram como nação.
Então, o presidente estava certo em celebrar esse retorno voluntário às aulas de alfabetização bíblica em algumas de nossas escolas?
Absolutamente certo.
Foi hipócrita da parte dele, considerando que ele não tem se mostrado alfabetizado na Bíblia?
Absolutamente não.
Mesmo que não haja um fio de cabelo cristão no corpo dele (somente Deus sabe de qualquer forma), ele ainda pode reconhecer que o conhecimento bíblico é bom para as nossas famílias, assim como um alguém que come alimentos que não são saudáveis pode saber que é bom para os outros comerem bem.
Então, obrigado, senhor presidente, por chamar a atenção para essa tendência.
Que essa tendência cresça e aumente em nossos dias. E que aqueles de nós que afirmam ser crentes na Bíblia se tornem verdadeiramente alfabetizados na Bíblia (e, com a mesma importância, vivam a Bíblia).
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: Trump, Bible Classes in Schools and the Separation of Church and State
Leitura recomendada:

O Estado de S. Paulo – Ineficiência e corrupção / Editorial



Livrar o setor público de empresas estatais que cresceram demais é retirar dos contribuintes a obrigação de manter estruturas pesadas e caras.

“Máquina de ineficiência e corrupção” foi como o secretário de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, se referiu à estatal Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), cuja privatização defendeu com veemência. A expressão poderia ser aplicada a outras empresas ainda controladas pelo poder público federal e que, a depender do governo do presidente Jair Bolsonaro – e do secretário de Desestatização, em particular –, com raríssimas exceções, terão seu controle transferido para o setor privado.

Exemplos recentes, como os crimes investigados pela Operação Lava Jato no relacionamento de dirigentes dessas empresas e outros agentes públicos com representantes do setor privado, não deixam dúvida sobre o péssimo uso que governantes fizeram das estatais em benefício próprio ou de seus apadrinhados. Só isso bastaria para justificar a necessidade de limpar o governo, em todos os níveis, dessa fonte de desvio de recursos públicos para o enriquecimento de um grupo de criminosos. Mas há outras razões para a privatização de empresas estatais, talvez tão fortes do ponto administrativo e financeiro quanto o combate à corrupção.

Livrar o setor público de empresas estatais que cresceram demais, sobretudo em termos de pessoal e de campo de atuação, é retirar dos contribuintes a obrigação de manter estruturas pesadas e caras. Para o governo, a privatização representa grande alívio financeiro, pois a maioria das estatais é deficitária. Isso assegura mais recursos para áreas essenciais, como educação, saúde e segurança, e dá maior eficiência à atuação do poder público.

O Brasil se perdeu com o número de estatais que foram sendo criadas ao longo dos últimos anos, observou o secretário de Desestatização, para observar que o País precisa fazer um mea culpa, porque todos foram coniventes com a política estatista que durou décadas – e foi reforçada na gestão lulopetista. Desde a década de 1990, no governo Fernando Henrique Cardoso, o número de estatais vinha sendo reduzido por meio de programas de privatização. Mas, na era lulopetista, como lembrou Mattar, foram criadas 48 estatais. No governo de Michel Temer, 20 empresas foram privatizadas.

O quadro ainda mostra forte presença do Estado na economia. Continuam em operação 134 empresas estatais federais, que empregam cerca de 500 mil funcionários. Dessas, 18 são chamadas de “estatais dependentes”, pois não geram recursos próprios suficientes para sustentar suas atividades – e por isso dependem do Tesouro –, e custam R$ 15 bilhões por ano ao governo. Atuam em áreas que, em geral, o governo não deveria ter participação.

Mattar lembrou, durante evento organizado por uma instituição financeira em São Paulo, que não há explicação para o fato de o governo ter participação na fabricação de chips de orelha de gado, em empresas de tecnologia, de refino de petróleo ou de seguro e na atividade de correio. “O governo não pode continuar sendo empresário, mas precisa cuidar de coisas que fazem sentido para a população, como saúde e educação”, disse, para completar: “Queremos o povo rico e o Estado mais enxuto”.

A venda de todas as estatais poderia reduzir a dívida pública federal em cerca de R$ 3 trilhões, estima o secretário de Desestatização. Com realismo, porém, ele considera que uma de suas tarefas é convencer os Ministérios aos quais estão vinculadas as estatais da necessidade de vendê-las, em nome da redução da estrutura do Estado, do reconhecimento do papel da iniciativa privada e da busca de maior eficiência do setor público e da economia brasileira em geral.

Mattar disse que Petrobrás, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil devem ser as únicas a permanecer como estatais – mas “bem magrinhas” – e citou a Eletrobrás entre as primeiras a serem privatizadas, o que provocou boa reação dos aplicadores em ações. Ele também observou que o BNDESPar, braço do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para participação no capital de empresas privadas, precisa ser liquidado com rapidez, por meio de venda das ações que possui. Segundo Mattar, os ativos do BNDESPar somam R$ 110 bilhões. Eles incluem, por exemplo, ações da JBS, a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Julio Severo fala ao Gospel Prime

Gospel Prime: Você declara ue tem um chamado para denunciar as fraudes e Mentiras do esquerdismo evangélico. O que você define como esquerdismo evangélico e como tentar barrá-lo?
Julio Severo: Combato toda ideologia e sistema que pretende usurpar o lugar de Deus, da família e da igreja. E de longe quem mais quer fazer isso é o estatismo socialista, isto é, o Estado socialista exige ser o centro de tudo na vida das pessoas. Com o socialismo, o Estado perdeu seu caráter fundamental de ser apenas representante do seu povo para ser deus do seu povo. De forma geral, a ideologia socialista — com todas as suas variantes, em maior ou menor grau — coloca o Estado nesse papel central de falso deus.

Esse tipo de Estado exige a supremacia e o controle absoluto sobre as crianças nas áreas de educação e saúde. Exige interferências em muitas áreas que não lhe competem, como família, igreja e caridade.
Com a desculpa de fazer caridade para todos, esse Estado assume controle da educação e saúde e importantes áreas pertencentes a Deus, às famílias e às igrejas, tirando da população muitos de seus recursos através de impostos abusivos, que escoam em grande parte para o bolso dos corruptos. No fim, terminamos controlados, doutrinados e com os bolsos vazios.
O esquerdismo é uma ideologia que vem de Karl Marx, um homem de raízes judaicas que se converteu ao protestantismo. Mas sob a influência de um professor satanista na universidade, ele se converteu ao satanismo, que o inspirou em ideias socialistas.
Defino o esquerdismo evangélico como a tentativa de usar o Evangelho e as igrejas para promover ou impor um Estado assistencialista na sociedade. Essencialmente, o esquerdismo evangélico está a serviço da ideologia marxista, deixando o Evangelho apenas como assessório, fomentando ideias como a Teologia da Missão Integral, que Ariovaldo Ramos define como “uma variante protestante da Teologia da Libertação”. Adeptos da Teologia da Libertação, juntamente com a CNBB, foram instrumentais na fundação e manutenção do PT. 

Do lado evangélico, os adeptos da Teologia da Missão Integral trabalharam em comunhão com os objetivos da CNBB e da Teologia da Libertação. Ariovaldo Ramos, que assinou manifestos políticos pró-Lula e pró-Dilma em épocas de eleição, viajou a Venezuela para dar apoio ao ditador socialista Hugo Chavez, por suas políticas supostamente voltadas aos pobres.


Para barrar o crescimento socialista entre os evangélicos é preciso conscientizar que a assistência aos pobres, conforme pregada e praticada por Jesus, deve sempre ser um ato voluntário, sem a coerção do Estado, que não tem chamado nenhum para ser assistencialista. Sua única função é trazer ordem, punir os criminosos e elogiar os bons. 



Aos cidadãos fica a liberdade e responsabilidade de praticar caridade, sem nenhuma coerção através de impostos abusivos. Meu artigo sobre a Teologia da Missão Integral explica em detalhes a diferença entre caridade voluntária e coerção estatal no tão chamado assistencialismo aos pobres.
Gospel Prime: Os principais líderes religiosos, ou pelo menos os mais conhecidos, já foram alvos de denúncias criminais (lavagem de dinheiro, estelionato, etc) e outros, além disso, ainda aparecem com teologias bastante criticadas como é o caso das igrejas que pregam a Teologia da Prosperidade. Como você avalia esse caminho que a Igreja brasileira tem tomado?
Julio Severo: Penso que as igrejas da Teologia da Prosperidade não agem bem ao instigar seus membros a ofertarem excessivamente, muitas vezes como um requisito para receber bênçãos. Já a questão da lavagem de dinheiro envolve vários problemas. Essas igrejas arrecadam muito dinheiro e sabem que o governo é abusivo na cobrança de impostos. (Veja que Tiradentes se revoltou contra o governo português que cobrava o “quinto”, 20% da renda. 

Contudo, hoje o governo brasileiro cobra de nós uma quantia exorbitante de quase 40%!) O caminho certo seria essas igrejas não pedirem ofertas de forma exagerada e também protestarem contra a ganância do governo, que em termos bíblicos está cometendo o pecado do “roubo”, ao quebrar um dos Dez Mandamentos. Contudo, em vez de fazerem esse protesto, essas igrejas se alinharam ao esquerdismo oriundo de focos esquerdistas pioneiros em igrejas históricas como a presbiteriana, luterana e batista. Hoje, as igrejas da Teologia da Prosperidade se aliam descaradamente às igrejas da Teologia da Missão Integral para promover políticos socialistas. 

Eu penso que as igrejas da Teologia da Prosperidade deveriam continuar frisando a importância do dízimo, sem se aproveitar das ofertas para enriquecimento pessoal dos pastores. Não sou contra os pastores da Teologia da Prosperidade, contanto que o enriquecimento deles venha diretamente de Deus, não das ofertas de ovelhas ludibriadas. As igrejas da Teologia da Prosperidade também deveriam renunciar ao esquerdismo que abraçaram das igrejas históricas e deveriam pregar publicamente contra os roubos que o Estado comete em nome dos impostos.
Por outro lado, vemos uma apostasia disfarçada de “apologética”, onde indivíduos desprovidos de honestidade atacam os adeptos da Teologia da Prosperidade, mas abraçam os adeptos da Teologia da Missão Integral e abraçam outros indivíduos desprovidos de moral. 

Esses indivíduos, alguns dos quais chegam a se alinhar a bruxos e às campanhas do governo, ousam se classificar como paladinos da doutrina pura. Eles são totalmente contra a Teologia da Prosperidade, mas sempre se unem aos seus adeptos para apoiar políticos de linha esquerdista. Veja o caso de Guilherminho Cunha, da Igreja Presbiteriana do Brasil, que se uniu ao Bispo Macedo para apoiar Lula em 2002. 

Em 1994, em seu programa de TV, Caio Fábio, que na época representava a Igreja Presbiteriana do Brasil, apresentou Lula aos evangélicos como forma de “estimular” os evangélicos a se aproximar de Lula e do PT. Funcionou. Antes da ação de Caio Fábio, que sempre se opôs à Teologia da Prosperidade (mas já era adepto da Teologia da Missão Integral), as igrejas, principalmente as pentecostais e neopentecostais, viam Lula, o PT e o socialismo como produtos do inferno. 

Desgraçadamente, Caio Fábio mudou a visão deles, fazendo com que todos eles deitassem na cama de adultério político e espiritual do socialismo brasileiro que estava sendo oferecido com Lula e o PT.
É roubo induzir, ainda que sem força física, pessoas da igreja a dar dinheiro na igreja em troca de bênçãos. Os que ensinam que podemos barganhar as bênçãos de Deus terão de prestar contas a Ele.
Os adeptos Teologia da Missão Integral denunciam muito os pastores da Teologia da Prosperidade, mas apoiam sistemas e leis que forçam as pessoas a pagar, com o dinheiro de seu próprio bolso, as perversas políticas assistencialistas do Estado socialista. Caridade é voluntária, nunca forçada. Portanto, os adeptos Teologia da Missão Integral também terão de prestar contas a Deus por promoverem roubos estatais com o pretexto de caridade.
Em vez de se preocuparem com o espírito e a fome espiritual das pessoas, tanto a Teologia da Missão Integral quanto a Teologia da Prosperidade miram o bolso de suas vítimas.
João 6 ensina que Jesus veio matar a fome espiritual das pessoas. Ele não veio interessado no bolso de ninguém, seja para ajudar supostas políticas de caridade do Estado, seja para barganhar dinheiro das pessoas por bênçãos terrenas.
Gospel Prime: No Brasil é nitidamente visto que os líderes religiosos “vendem” seus rebanhos para políticos oferecendo o púlpito das igrejas para campanhas políticas. Como você encara essa relação igreja e política?
Julio Severo: A Bíblia é muito clara que, para alcançarmos o suprimento de todas as necessidades, precisamos buscar o Governo de Deus acima de todas as coisas: “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33 ACF)
Já temos um Governo poderoso para nos suprir, de modo que demonstraria infidelidade usar as igrejas para dar apoio a determinado político ou partido em troca de favores políticos. Até mesmo os políticos evangélicos não deveriam trabalhar para alcançar mais repasses de verbas para suas igrejas, pois a prioridade absoluta das verbas públicas é a manutenção da ordem social e da força policial de repressão ao crime e da força judicial de punição ao crime. 

O que eles deveriam fazer é trabalhar para que o governo cesse suas práticas abusivas e criminosas de aumento de impostos, que deixam as pessoas e as igrejas com menos recursos para investirem em si e suas necessidades. Se Tiradentes, que não lutou com motivações cristãs, acertou em cheio quando se inconformou com uma taxa de impostos de 20%, os políticos cristãos deveriam se inconformar e lutar muito mais. 

Eles não deveriam descansar até o governo abaixar a taxa de impostos para 10% ou menos. Sem isso, sempre teremos uma sociedade escrava e um Estado autoritário.

Por outro lado, a esquerda evangélica não tem a mínima vergonha de promover, em época de eleição, políticos que trazem o rótulo de “caridade” e assistencialismo aos pobres. E caridade aqui é no sentido puramente estatal, onde o ato voluntário é sacrificado e eliminado em favor de uma caridade forçada a custa dos impostos de quem trabalha e tem família para sustentar. 

E as imensas riquezas obtidas em nome desse assistencialismo estatal escoam para fazer “caridade” também para grupos gays, grupos pró-aborto, políticos corruptos, etc.
É errado usar o púlpito das igrejas para promover políticos em troca de favores políticos. É igualmente errado e imoral usar o Evangelho de Jesus Cristo para apoiar partidos e políticos que roubam em nome da caridade. Ariovaldo Ramos, o maior defensor da Teologia da Missão Integral, fez exatamente isso nas eleições presidenciais passadas: assinou e promoveu manifestos a favor do PT, que é a favor do aborto e da agenda gay
No dois casos, não há o espírito do Evangelho.
Gospel Prime: Em falar em igreja e política, como você avalia o trabalho da Frente Parlamentar Evangélica?
Julio Severo: Com todas as suas fraquezas, a Frente Parlamentar Evangélica (FPE) é a maior força contra a avalanche de políticas de sodomia e aborto, apesar de que importantes líderes dessa bancada não abrem mão do apoio ao próprio governo petista que está majoritariamente por trás dessa avalanche. 

A liderança e membros da Frente Parlamentar Evangélica precisam da compreensão de que, quer sejam políticos ou simples cidadãos, como cristãos somos cidadãos de outro Governo: o Reino de Deus. Eles deveriam, acima de tudo, trabalhar para expandir esse Governo supremo, que não falha. 

Trabalhar para expandir, a qualquer custo, o governo deste mundo pode trazer problemas sérios, já que estamos vendo o governo brasileiro profundamente manobrado pela ideologia esquerdista, que o usa para tentar impor sobre a sociedade brasileira valores de aborto, homossexualismo e outras perversões. 

Aqueles que trabalham no governo deste mundo com fidelidade total ao Governo de Deus não serão confundidos nem envergonhados.
Mas se a FPE continuar lutando contra o aborto e algumas questões da agenda gay, e ao mesmo tempo se aliando ao governo, é certeza de que a FPE receberá alguns elogios do governo. É igualmente certeza de que haverá reprovação divina para esse adultério político e espiritual.
Gospel Prime: E no caso do kit anti-homofobia que foi barrado pela presidente Dilma depois de ser pressionada pelos parlamentares cristãos?
Julio Severo: O kit anti-“homofobia” nada mais era do que o kit da propaganda do sexo homossexual para crianças de escola. A pressão da população e da bancada cristã moveu Dilma a barrá-lo, mas eis que agora vem o kit gay 2…
Gospel Prime: A homofobia é outro tema que tem sido muito discutido na mídia, colocando evangélicos e homossexuais em choque, causando inúmeras discussões e processos. Qual seria a melhor forma da Igreja lidar com esse tema?
Julio Severo: A palavra “homofobia” é um termo politica e ideologicamente carregado. De maneira geral, os ativistas homossexuais e seus simpatizantes o interpretam como “agressões e assassinatos de homossexuais”. 

Mas então, um padre ou pastor que prega contra a prática homossexual se torna alvo do rótulo “homofóbico”, numa tentativa suja de intimidar os cristãos e transformar a denúncia cristã contra o pecado em conduta equivalente ao comportamento dos que agridem e matam homossexuais. 

Mas a origem da maioria das agressões aos homossexuais são as brigas com seus parceiros e clientes sexuais. No famoso caso da Av. Paulista, uma homossexual foi agredido de madrugada. 


Sou paulistano e sei muito bem que qualquer pessoa que ouse sair de madrugada em São Paulo arrisca ser assassinada. Aliás, a amiga de um amigo meu foi estuprada de dia na Av. Paulista mais de vinte anos atrás, mas seu caso nunca ganhou repercussão. 

Contudo, o caso do homossexual de madrugada, horário em que muitíssimos homossexuais fazem ponto de prostituição, recebeu amplíssima cobertura da mídia.

Então, fica claro que está havendo uma manipulação nos meios de comunicação. Essa manipulação favorece grandemente a expansão da agenda gay.

A posição da igreja é estar aberta para os pecadores, mas os cidadãos cristãos não podem de forma alguma se omitir, pois em nome do combate à “homofobia” o Estado ideologicamente sequestrado está mais do que disposto a nos forçar a participar dessa revolução homossexual, tomando a força nosso dinheiro mediante políticas absurdas de impostos para entregar aos pés de ativistas que estão usando os nossos recursos para práticas de orgias e doutrinação homossexual de crianças nas escolas, entre muitas outras barbaridades.
Se uma lei anti-“homofobia” for aprovada, as igrejas e seus membros correrão riscos se criticarem a homossexualidade ou citarem versículos da Bíblia. Mesmo sem nenhuma lei anti-“homofobia” no Brasil, outdoors bíblicos citando versículos que condenam a sodomia foram removidos à força pelas autoridades de Ribeirão Preto. A própria Marta Suplicy disse que se o PLC 122 for aprovado, os cristãos não terão liberdade de criticar o sexo anal nem mesmo dentro das igrejas.
Portanto, tome cuidado: a palavra “homofobia” é uma armadilha que custará caro para a sociedade.
Gospel Prime: O senhor aprova as atitudes como a do pastor Silas Malafaia de não se calar diante das afrontas?
Julio Severo: Sou 300% a favor da intrepidez do Pr. Silas Malafaia, que não se cala onde muitos estão calados e omissos. Gostaria que os cristãos do Brasil pudessem imitar a coragem desse homem frente às questões do aborto e homossexualismo. 

Seria anticristão e apostaria não apoiar Malafaia quando ele denuncia o aborto e o homossexualismo, embora nenhum de nós tenha a obrigação de apoiá-lo quando se alinha com políticos corruptos e oportunistas. Mesmo defendendo Malafaia em suas posturas pró-família, não o segui quando ele cometeu a estupidez de apoiar Lula nas duas eleições presidenciais.

Gospel Prime: Acha possível que os projetos para substituir (ou renomear) a PL 122 sejam aprovados?
Julio Severo: Com o PT e outros socialistas no governo, jamais teremos descanso, pois eles estão determinados a avançar os projetos de lei de privilegiação e sacralização da sodomia e a criminalização dos bons costumes.
Gospel Prime: Há 11 anos você lançava o livro “O Movimento Homossexual”, como é hoje olhar pelos noticiários que os grupos militantes em favor das causas homoafetivas estão recebendo muita atenção por parte do governo brasileiro e da mídia? Você já imaginava que isso aconteceria? Existe algo que possa barrá-lo?
Julio Severo: Meu livro já alertava sobre a obsessão homossexual que viria a dominar o governo, a mídia e as escolas do Brasil. Foi bem fácil fazer isso, pois, como deixei claro em meu livro, os grupos gays brasileiros são imitadores descarados dos modismos homossexuais dos EUA. 

Na verdade, se não fosse pelo imperialismo cultural dos EUA, o Brasil e muitas outras nações desconheceriam paradas gays e a obsessão política e legal de impor a sodomia como normal em toda a sociedade.
O que eu “imaginei” no meu livro na época era impensável no Brasil na década de 1990. Hoje, é normal e até quase obrigatório aceitar o homossexualismo.

O que pode barrar essa revolução homossexual são as igrejas cristãs. Veja que antes da guerra de independência dos EUA, houve todo um trabalho de pregação e conscientização de Jonathan Edwards e outros pregadores. 


Em seguida, veio o Grande Avivamento. Depois, a bem-sucedida guerra de independência dos EUA. Se a igreja tivesse fracassado, os EUA não teriam nascido e seu povo estaria escravizado, com impostos elevadíssimos sendo usados para o mal. É verdade que hoje os EUA vivem essa realidade de escravidão e impostos sendo usados para o mal, mas por quase um século, depois de sua independência, eles acertaram.
Se as igrejas do Brasil fracassarem, seu povo ficará escravizado, à mercê dos caprichos da ideologia gayzista.
Aproveitando, é preciso esclarecer que o termo “homoafetivo” não tem nenhum significado intrinsecamente homossexual, pois pode, com justiça, ser aplicado à amizade entre pai e filho, entre uma mulher e sua amiga, etc. Homoafetivo significa simplesmente “afeição entre iguais”. No caso homossexual, só se deve aplicar “homoerotivismo”, ou até “homo-depravação”.
Gospel Prime: Hoje você é considerado um dos grandes inimigos dos homossexuais e já foi alvo de inúmeros protestos, chegando a ter sua conta na Paypal cancelada. Como pretende se defender desse tipo de acusação e chantagem por parte dos homossexuais que pressionam as empresas?

Julio Severo: Internacionalmente, sou considerado um opositor da agenda gayzista. Os ativistas gays querem impor sobre os que fazem essa oposição a caricatura de “inimigo dos homossexuais”. Não adianta os cristãos dizerem que amam os pecadores, mas não seu pecado. Basta você dizer que quem pratica atos homossexuais não herdará o Reino de Deus, e o rótulo lhe é aplicado sem dó nem piedade: “Você é um odiador de gays!”

As chaves do Reino de Deus pertencem a Deus, e Ele em sua soberania já decidiu que quem não se arrepender de seus atos homossexuais e não aceitar Jesus, não irá para o Reino de Deus.
Deus será agora rotulado como o supremo Odiador?

O único modo de evitar essa caricaturização é favorecendo todas as imposições gayzistas. 



Evidentemente, Deus que condena o pecado homossexual como abominação e diz que os que praticam essa abominação não herdarão o Reino de Deus é enquadrado, na visão ideológica da militância gayzista, como “inimigo dos homossexuais”. 

Se o pai da família é assim tratado, que tipo de tratamento seus filhos devem esperar? Mas essas caricaturizações não têm impedido homossexuais de buscarem ajuda de mim para se verem livres de seu comportamento.
A organização homossexual AllOut, que fez 
pressão para que o PayPal fechasse minha conta, é a mesma organização que está fazendo campanha para que as empresas americanas parem de fazer doações para entidades cristãs de caridade. 


Um número grande de entidades católicas e evangélicas está sendo alvo dessa campanha, sendo injustamente classificadas como “incitadoras de ódio e violência aos homossexuais”, inclusive Focus on the Family, fundada pelo Dr. James Dobson. Eu sou apenas um dos alvos dessa campanha.


AllOut é um grupo homossexual muito bem financiado. Aliás, os grupos gayzistas contam hoje com acesso privilegiado a inúmeras verbas estatais, sem mencionar dinheiro que lhes chega de poderosas fundações e instituições americanas e europeias. A ONU também os financia. Eu não tenho apoio nem de governos, nem de fundações nem da ONU. Meus apoiadores são humildes leitores do meu blog.
Gospel Prime: Recentemente seus blogs foram bloqueados pelo Google, você teme que isso possa acontecer outras vezes ou temem que eles sejam cancelados definitivamente?
Julio Severo: A primeira vez que meu blog foi bloqueado foi em 2007, durante três dias. Quando um procurador em Brasília telefonou para o Google pedindo explicações sobre o fechamento do meu blog, os advogados do Google disseram que haviam recebido muitas queixas de que meu blog promovia ódio e violência contra os homossexuais. 

O procurador então respondeu que era leitor assíduo do meu blog e nunca tinha visto nenhum ódio e violência contra os homossexuais nos meus textos. No caso mais recente, eu havia ido ao supermercado com minha família e demoramos. 

Quando voltei, para minha surpresa, minha conta de Gmail estava inacessível e em seguida recebi chamadas me avisando que meu blog havia sido eliminado. Quando fui verificar, constatei que todos os meus blogs haviam sido eliminados, e a única explicação que recebi do Google foi que eu havia violado seus termos. 

Mas eu nem precisei me queixar, pois a eliminação que foi feita enquanto eu estava no mercado gerou uma repercussão grande na internet, de modo que quando eu havia chegado do mercado e constatado o problema, vários blogs e sites já estavam espontaneamente denunciando o ocorrido. 

Não sei em que “violei os termos do Google”, mas em poucas horas o Google restaurou meu blog, sem dar nenhum esclarecimento.

Se o PLC 122 for aprovado, meus blogs poderão ser fechados. Anos atrás, quando o Ministério Público Federal enviou uma comunicação ao Google solicitando o fechamento do meu blog por incitar a “homofobia”, o Google respondeu que só o faria depois de aprovada uma lei explicitamente contra a “homofobia”.
Gospel Prime: O que você tem a dizer sobre essa perseguição que fazem em relação ao seu trabalho como blogueiro em defesa da família?
Julio Severo: Meu blog tem incomodado vários segmentos subversivos, que exigem o avanço de sua agenda radical em detrimento de tudo o mais na sociedade, inclusive a família natural. 

Meu blog confronta os subversivos da agenda gay e suas campanhas para forçar a sacralização da sodomia na sociedade. 

Meu blog confronta o socialismo secular, que exige o lugar de Deus, da família e da igreja na vida dos indivíduos e da sociedade. Meu blog confronta a agenda feminista e sua obsessão pró-aborto. Meu blog confronta os cristãos subversivos que usam o Evangelho apenas como assessório para a promoção de ideias socialistas e liberais. 

Meu blog confronta o controle ditatorial do Estado sobre a educação, mostrando que a educação escolar em casa é um direito natural de toda família. Meu blog confronta indivíduos que, fazendo uso de uma fraudulenta apologética cristã, atacam outros cristãos simplesmente por atacar, enquanto ao mesmo tempo abraçam ideias nitidamente socialistas.
Enfim, meu blog incomoda muita gente.
Incomoda a ABGLT, a maior organização homossexual do Brasil, que enviou queixa ao Ministério Público Federal contra mim e meu blog.
Incomoda a Associação da Parada do Orgulho Gay de São Paulo, que também enviou queixa ao Ministério Público Federal contra mim e meu blog.
Incomoda o Ministério de Segurança Nacional dos EUA, que dois meses atrás foi flagrado fazendo uma visita ao meu blog.
Incomoda grupos gays dos EUA, responsáveis pela pressão ao PayPal para o fechamento da minha conta.
Incomoda jornalistas socialistas seculares, que já me atacaram por minhas posturas conservadoras.
Mas ao mesmo tempo, pelas mensagens de apoio que recebo, glorifico ao Senhor Jesus pelo fato de que muita gente está também sendo abençoada pelos humildes textos do meu blog.
Fonte: Gospel Prime
Divulgação: www.juliosevero.com