Se você ainda não ouviu falar em desencarceramento, prepare seus olhos, ouvidos, nariz e garganta para o que vem por aí.
Nada disso é recente, tudo está entre as causas da nossa insegurança e precisa de Lula em liberdade para que o processo se complete. Lula atrás das grades sinaliza o capítulo final de uma era na política brasileira, encerrando muitas carreiras, idéias e militâncias impulsionadas pela energia que dele emanava.
Desencarcerar? Soltar presos? Polícia prende, justiça solta? Agenda pelo desencarceramento? Que diabos é isso? Os promotores de Justiça do MP/RS, Diego Pessi e Leonardo Giardin de Souza, abriram a janela sobre o tema. Ambos são autores do livro “Bandidolatria e Democídio, ensaio sobre garantismo penal e criminalidade no Brasil”. Em recente artigo, chamam a atenção para a existência de uma tal “Rede Justiça Criminal, ente fantasmagórico que diz reunir oito ONGs preocupadas com o sistema criminal brasileiro (prisaonaoejustica.org). Dentre as reivindicações da abnegada militância, destaca-se a inarredável proibição de prender, pois cadeias superlotadas geram “mais violência”, sendo necessário apostar em mecanismos que dificultem a prisão ou induzam a soltura de criminosos”. Tudo que você quer, não é mesmo, leitor?
Em novembro de 2013, essa rede criou uma Agenda pelo Desencarceramento. Seus autores consideram “chegada a hora de reverter a histórica violência do país contra as pessoas mais pobres e, com seriedade, fortalecer a construção de um caminho voltado ao horizonte de uma sociedade sem opressões e sem cárceres”. Para isso, pontuam as seguintes metas:
– suspensão de qualquer investimento em construção de novas unidades prisionais;
– restrição máxima das prisões cautelares, redução de penas e descriminalização de condutas, em especial aquelas relacionadas à política de drogas;
– ampliação das garantias da execução penal e abertura do cárcere para a sociedade;
– vedação absoluta da privatização do sistema prisional;– Combate à tortura, desmilitarização das polícias e da gestão pública.
Enquanto os brasileiros convivem com níveis de violência e insegurança superiores aos de regiões em guerra, influentes organizações assombram a sociedade com tais propostas. Por quê? Marxismo em grau máximo.
Para ideologias coletivistas, o indivíduo é um anacoluto, uma inconsistência na gramática marxista, onde somente o coletivo tem importância. O indivíduo é descartável por ser portador de interesses conflitantes com os do coletivo onde deveria estar inserido. Por isso, a Sibéria, os gulags, as clínicas psiquiátricas. Por isso, para a turma do desencarceramento, violência não é praticada por quem está nas ruas roubando, matando, estuprando, apavorando a sociedade; violenta é a sociedade que encarcera aqueles a quem, antes, “excluiu”. O criminoso seria produto geneticamente inevitável dessa sociedade que só será curada pelo mergulho no socialismo (é assim que eles chamam o comunismo). De modo simétrico, está tudo na Teologia da Libertação, absolvendo, o pecado individual em nome de um impessoal e coletivo pecado social que só se redime com os “oprimidos, conscientizados, lutando por sua libertação”.
Cansei de escrever e dizer que era exatamente isso que estava por trás da leniência da legislação, da falta de investimentos no sistema prisional, da inoperância do Fundo Penitenciário Nacional; que era exatamente isso que promovia a superlotação e a gritaria dos militantes de direitos humanos ante o desejado produto de sua estratégia: solta todo mundo que assim não dá.
Agora, tanto o método quanto a finalidade estão muito claros, com agenda redigida por seus articuladores, que, obviamente, permanecem à sombra de suas ONGs. Durante 13 anos de governo petista, essa estratégia foi determinante da crise que nos levou à condição de 11° país mais inseguro do mundo, com o maior número de homicídios e 19 das 50 cidades mais violentas do planeta. Por enquanto. O fim da era Lula é o fim desse macabro programa.
Publicado originalmente com o título ‘Lula e bandidos soltos, tudo a ver’. http://puggina.org
Ao unir e estruturar uma infinidade de minorias para criar e gerir conflitos, a esquerda brasileira, pilotada pelo PT, definiu esse empreendimento como essência do famigerado “politicamente correto”.
Lembro-me da primeira vez em que fui advertido de estar sendo politicamente incorreto. “Isso significa que não posso usar a palavra promiscuidade?”, perguntei receoso. “Claro que não pode!”, foi a resposta que ouvi. Desde então, ser contra essa arenga virou preceito para mim. Tornou-se evidente, ali, que o controle do vocabulário é sutil forma de dominação cultural e política. Impõe servidão mental.
O politicamente correto declara encerrados certos debates e dá por consensuais, por irrecorríveis, conceitos boa parte das vezes insustentáveis numa interlocução esclarecida e bem intencionada. Estamos vendo isso acontecer todos os dias e o fato que trago à reflexão dos leitores dá testemunho. Encontrei-o por acaso, na internet.
Em maio passado, um delegado de polícia, que é também jornalista, comentou em grupo do whatsapp um estupro de menor (menina de 11 anos que vivia com a mãe). Referindo-se ao caso, observou que “crianças estão pagando muito caro por esse rodízio de padrastos em casa”. O delegado ocupava função de direção na área de comunicação social de sua instituição. A frase foi qualificada como machista e ele, de imediato, exonerado. Fora, politicamente incorreto! Constatara uma obviedade: as sucessivas trocas de parceiros por parte de mulheres independentes expunha as crianças a contatos de risco.
Indagado pelo Jornal Metrópole sobre se estava arrependido o delegado respondeu que não.
“Precisamos discutir responsabilidades e freios morais. As crianças não podem pagar pelas atitudes desmedidas dos adultos, sejam eles homens ou mulheres. Quem leva uma prostituta para casa está arriscando a segurança de seus filhos. Da mesma forma como alguém que levar um psicopata, um ladrão, um homicida para dentro de casa estará colocando a vida dos filhos em risco”. E mais adiante: “Precisamos ter responsabilidade para enfrentar esse tema”.
Criado o monstro é preciso alimentá-lo. E ele é nutrido por casos como esse em que o referido delegado ousou expor ideias que não devem ser expressas. Uma coisa é a dignidade da pessoa humana e o respeito a ela devido. Outra é assumir que, em vista dessa dignidade, resultem abolidos os valores que lhe são inerentes. Ou que esses valores sequer possam ser explicitados em público. E ai de quem faça alguma afirmação na qual se possa intuir fundamento religioso ou da moral correspondente!
A afirmação do policial foi irretocável, mas envolvia uma advertência sobre o exercício irresponsável dos direitos sexuais. E há, sim, uma correspondência entre direitos e deveres que, na situação genérica descrita, são os da mãe, do pai, ou do cuidador responsável por menores no âmbito do lar. Ora bolas!
Estado versus Sociedade, sequestro e extorsãoÉ verdade que a hegemonia esquerdista desgraçou-se naquela esquina do tempo em que a crise causada pela irresponsabilidade fiscal se encontrou com as revelações sobre a corrupção. Mas o projeto para a conquista da hegemonia era primoroso. Fazia parte dele o fatiamento da sociedade com a escolha de determinados grupos sociais contra os quais se lançaram todas as injúrias de modo a suscitar animosidade. Era a velha luta de classes adquirindo múltiplas formas num engenhoso caleidoscópio político.
Estão no foco dos antagonismos e execrações cultivadas ao longo das últimas três décadas:
• os conflitos “raciais” e a imediata identificação da população branca como devedora de uma conta acumulada em três séculos e vencida desde 1888; • os conflitos de “gênero”, em que as presunções de responsabilidade recaem sobre os heterossexuais do sexo masculino que, ademais, são presumivelmente machistas; • os conflitos de classe social, onde os ressentimentos se concentram nos andares mais altos da classe média para cima, lá onde se situam os maiores ódios de Marilena Chauí; • os conflitos retrô do mundo do trabalho, institucionalmente patrocinados, nos quais o setor público, supostamente abnegado e generoso, vê com maus olhos o setor produtivo da economia e o “diabólico” mercado. • os conflitos geracionais, face aos quais, quem tiver mais de 40 anos, é um opressor, inconformado com a liberdade, autonomia, ideias e estilos de vida das gerações mais jovens, devendo ser rejeitado por todos que aí se enquadrem, inclusive pelos próprios filhos.
De início foi um estratagema petista. Com o tempo, consolidaram-se os conceitos e todos os partidos de esquerda passaram a adotá-lo. A imensa maioria dos demais participantes dos mecanismos de formação da opinião pública a ele aderiram: grandes meios de comunicação, mundo acadêmico, agentes do ambiente cultural, militantes em ambientes virtuais e, até mesmo, grupos religiosos. No andar da carroça foram nascendo centenas de movimentos, ditos sociais, cuja existência tem tudo a ver, e só tem a ver, com a organização desses antagonismos, cujo plantio ocorreu diante de nossos olhos.
Ao unir e estruturar uma infinidade de minorias para criar e gerir conflitos, a esquerda brasileira, pilotada pelo PT, definiu esse empreendimento como essência do famigerado “politicamente correto”. Enquanto o cultivava, como estratégia diversionista, chegava ao poder e implementava aquilo que, desde logo, deveria ter sido compreendido como o conflito real, a ser enfrentado com total dedicação: a opressão do Estado contra todos, inclusive aqueles que a esquerda arregimentou para suas causas. De fato, o Estado brasileiro, de modo crescente, pratica contra a nação, sua vítima, os crimes de sequestro e extorsão. A cidadania nos põe, de modo irrecorrível, a mercê de um triplo garrote fiscal – federal, estadual e municipal – que não nos deixa alternativa.
Acabei de descrever o grande golpe através do qual o Estado, hegemonizado pela esquerda que se concentra nos seus quadros, subjugou e imobilizou a soberania popular. Um verdadeiro ippon no judô da política.
A geração de postos de trabalho, numa época de transformações céleres, depende de políticas cada vez mais competitivas. Na média, os países estão ajustando bem suas estratégias às mudanças e o desemprego mundial está caindo desde 2013. Alguns tiveram mais sucesso, como a Alemanha, o Japão e o México, com taxas abaixo de 4%. Outros, como a Grécia, a África do Sul e o Brasil, ainda não conseguiram reformular adequadamente suas políticas e têm índices de desocupação acima de 10%. O desempenho de cada um na redução da desocupação reflete os efeitos das ações adotadas em quatro conjuntos de variáveis inter-relacionadas: as inovações; a globalização; a elasticidade emprego-produto; e o crescimento econômico.
Inovações aniquilam postos de trabalho em algumas empresas. Mas também aumentam a produtividade do trabalho e criam outros empregos, com perfis diferentes, em outros locais. Alguns países se adaptam mais rapidamente do que outros às mudanças e usufruem seus benefícios. Por exemplo, nos Estados Unidos, de 2010 a 2015, o emprego no setor de tecnologia, de acordo com o Federal Reserve Bank of Saint Louis, cresceu 20,3% e os salários aumentaram 20,8%. Empresas como a Apple, a IBM e o Google se destacaram gerando postos de trabalho no país.
No Brasil, há setores, como o da produção de aviões, que agregam cada vez mais valor. Mas, em média, o desempenho é fraco. Os empregos nos setores mais intensivos em tecnologia encolheram nos últimos anos.
A globalização crescente ampliou o mercado e a concorrência para as empresas e os trabalhadores. Os investimentos que geram ocupações são canalizados para os países onde é menos oneroso produzir e empregar, para servirem de plataformas de exportação para o resto do mundo.
Há classificações internacionais que apontam quais são os países mais competitivos. Na América Latina, o Brasil está em penúltimo lugar, induzindo empresas multinacionais e brasileiras a se instalarem em países vizinhos, a empregar lá e vender aqui. Em vez de exportar bens e serviços, o País exporta postos de trabalho.
A elasticidade emprego-produto mede a variação no emprego em razão da variação no produto. Supondo que o emprego cresça 1% quando o PIB aumenta 5%, seu valor seria de 0,2, resultado da divisão de 1% por 5%. Do ponto de vista do emprego, é conveniente que esse coeficiente seja elevado, quando o PIB está se expandindo.
Uma aproximação de seu valor relativo é a eficiência do mercado de trabalho. É medida pelo Fórum Econômico Mundial, onde o Brasil figura na 117.ª posição, entre 138 países analisados – comparativamente, é ineficiente, com restrições que atrapalham a geração de postos de trabalho. A reforma trabalhista avançou em alguns aspectos, mas retrocedeu em outros e ignorou inovações que poderiam aumentar ainda mais a elasticidade emprego-produto.
O crescimento do PIB é condição necessária, mas não suficiente, para impulsionar o emprego. Depende de que setores impulsionam o crescimento e de sua intensidade, que está fraca. Será positivo este ano, e algo próximo aos 2% nos anos seguintes. Está aquém das expectativas de um ano atrás, quando a atual equipe econômica assumiu.
Note-se que, com a mudança de política econômica, a melhoria do cenário externo, a safra recorde muito acima das projeções iniciais, a liberação de R$ 40 bilhões dos inativos do FGTS e a aprovação de todas as medidas propostas pelo Executivo, o que se esperava era uma elevação das projeções de crescimento, não uma queda.
A razão do enfraquecimento da retomada do PIB é a obsolescência de suas estratégias. É causada pela sociedade e pelo governo, que querem mudar mudando quase nada. Um exemplo é o debate sobre a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e a Taxa de Longo Prazo (TLP). De um lado, os industriais querem mais subsídios num país em crise fiscal; do outro, o governo foca apenas em corrigir essa distorção; e os dois lados apoiam a perpetuação de um sistema financeiro obsoleto e ineficiente.
Atualmente, há países, como França, Estados Unidos e Japão, que não têm financiamento de bancos estatais e operam com margens (spreads) estreitas, prazos longos, volumes grandes e inadimplência baixa. Aqui, é o oposto, o sistema é uma carroça com GPS: tem tecnologia de ponta e marketing sofisticado e, ao mesmo tempo, arcabouço institucional arcaico e modelos de negócios retrógrados.
A consequência disso é que mais de 5 milhões de empresas têm anotações de inadimplência. Assim, seu crédito é cortado e limitado às linhas mais caras. E, como elas têm de pagar adiantado por material para produzir e vender, tornam-se inviáveis financeiramente, causando impactos nefastos no emprego.
Há mais carroças com GPS no Brasil. A estrutura tributária é outra. Sofisticada em tecnologia, mas antiquada no design, é complexa e regressiva (cobra proporcionalmente menos das rendas mais altas), tem distorções como a guerra fiscal e tributos em cascata e – mais grave de tudo – as propostas são de mais remendos, apenas. Mudar para valer, jamais!
Atualmente, há 15 milhões de lares no País onde ninguém tem trabalho –é o maior desemprego na América Latina. E está sendo tratado como um problema conjuntural, que será resolvido com o tempo. Não é. Tem um componente estrutural importante.
O que fazer? Começar a trocar as carroças do crédito, da tributação, do mercado de câmbio, do Judiciário, da administração do Estado e da educação por veículos mais eficientes. Com algumas substituições, apenas, podemos ter resultados surpreendentes.
Para o emprego, além de atuar nos quatro conjuntos de fatores mencionados anteriormente, é preciso focar em setores que geram muitos postos de trabalho. Um deles, com muito potencial de crescimento, é o turismo. O Brasil recebe apenas 0,5% dos viajantes a passeio do mundo.
O mundo se transforma a uma velocidade maior que a adaptação do Brasil ao novo ambiente. Há que inverter isso. Só.
Brasil precisa trocar sua estrutura de negócios e institucional por outra mais eficiente.
Se serve de consolo, saiba que não é só no hiperenlameado Brasil que a Odebrecht firmou "pactos de sangue" com os governos de turno, para usar a expressão empregada pelo ex-ministro Antonio Palocci para definir o relacionamento entre a empreiteira e os governos de seu partido.
Aliás, cabe discutir se não seria mais adequado chamar os governos Lula/Dilma de "governos da Odebrecht" (vale para quase todos os outros governos).
É notícia velha que a Odebrecht pagou US$ 1 bilhão em propinas em 12 países do mundo, 11 deles na América Latina e um na África (Moçambique).
Vale, no entanto, atualizar o andamento das investigações em alguns desses países para mostrar que, como no Brasil, o "pacto de sangue" foi feito com autoridades situadas no topo dos respectivos esquemas administrativos.
No Panamá, por exemplo, acaba de ser detido Demetrio Papadimitriu, ex-ministro da Presidência e, como tal, homem forte do então presidente Ricardo Martinelli (2009/2014).
A Odebrecht, segundo a denúncia, teria aberto uma conta para os pais de Papadimitriu na Banca Privada d'Andorra, conhecido paraíso fiscal, no valor de US$ 10 milhões.
No Equador, o funcionário na berlinda ocupa posto ainda mais alto e tem maior relevância política. Trata-se de Jorge Glas, o vice-presidente, aliás eleito faz pouco na chapa da Alianza País, encabeçada por Lenín Moreno.
Glas está na estranha situação de manter o cargo de vice-presidente, mas ter sido deixado sem funções pela Assembleia Nacional, além de proibido de sair do país.
O vice-presidente era, na verdade, o candidato preferido do então presidente Rafael Correa para sucedê-lo. Perdeu na disputa interna para Moreno.
Se, no Panamá, a investigação acua um governo de direita, no Equador o faz com um de esquerda —o que só mostra que a Odebrecht não liga para o tipo sanguíneo dos governantes com os quais faz pactos.
Na Colômbia, acaba de renunciar Luis Fernando Andrade, diretor da Agência Nacional de Infraestrutura e o primeiro funcionário de alto nível do governo Juan Manuel Santos a cair por causa da Odebrecht. Nem é preciso dizer que a Procuradoria colombiana anunciou que pretendia denunciá-lo por intromissão indevida em contratos, logicamente de infraestrutura —a área na qual as empreiteiras fazem seus pactos.
A suspeição sobre a idoneidade de governantes vem de tempos imemoriais. Lembro-me de uma frase que ouvia há uns 50 anos de minha avó, filha de italianos, que de vez em quando soltava sem mais aquela: "Piove, governo ladro". Maneira de dizer que até a chuva era culpa da roubalheira dos governos.
O caso da Odebrecht expõe com mais nitidez o outro lado do balcão (ou do pacto de sangue): é óbvio que, se há um corrompido, há de haver um corruptor —este necessariamente no setor privado.
Mas, até agora, salvo erro de memória, empresários e executivos ficavam longe dos holofotes e, por extensão, longe da cadeia. Romper o pacto de sangue é, talvez, a única maneira de livrar a América Latina de um capitalismo mafioso, uma das principais causas de seu atraso.
Se
todos os proprietários de automóveis do Distrito Federal lavassem os
veículos hoje, a quantidade de água gasta poderia abastecer, durante um
mês, uma cidade com mais de 50 mil habitantes. A frota na capital é de
1.205.537. Em lava a jatos tradicionais, usam-se, em média, 200 litros
de água para a limpeza de cada carro. O gasto é tão grande que supera
até mesmo o consumo diário de um morador da cidade, de aproximadamente
150 litros, segundo a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb).
Fazer
a limpeza ecológica se tornou uma saída para alguns empreendimentos
brasilienses. Há 10 anos, uma empresa especializada em lavagem a seco se
tornou o negócio do geólogo Flávio Bonfá, 66. A ideia surgiu quando um
amigo, que estava nos Estados Unidos, explicou como funcionava o
processo de limpeza de tanques do Exército no deserto. “O produto retira
a camada magnética que existe entre a sujeira e a pintura do carro.
Tudo isso sem utilizar água”, afirma.
Na
214 Sul, o reúso de água está em fase de teste em um lava a jato.
Implementado há 10 meses, o sistema permite o reaproveitamento de até
90% da água utilizada na lavagem dos carros. Segundo o diretor
operacional do comércio, Daniel Benquerer, 30, a expectativa é de que o
investimento se pague em um ano e meio. “Estamos em fase de adequação.
Utilizamos um intenso fluxo de água, ainda não conseguimos realizar
todos os ajustes”, explica. No local, uma bomba manda a água para a
parte de cima do estabelecimento. Até chegar à caixa d’água, o líquido
próprio para realizar a limpeza de um carro passa por três recipientes e
um filtro com areia e brita.
O
meio ambiente foi o principal impulsionador na ideia de investir no
reúso. O lavador Édipo Jackson Ferreira dos Santos, 28, conta que, para
realizar a limpeza da água, o sistema usa apenas 25 minutos. “Mesmo com
pouco tempo de uso, estamos com uma grande economia. Antes, precisávamos
de dois a três caminhões-pipa por semana. Agora, pedimos apenas um por
mês”, afirma Édipo.
A Gazeta do Povo publicou dia 17 de março uma matéria traduzida do
New York Times, com o título Depois da vitória de Trump, forças
contrárias a George Soros crescem. No subtítulo, o bilionário americano
conhecido por financiar agendas de esquerda e caras ao politicamente
correto mundo afora é chamado de “liberal”, em tradução literal […]
A Gazeta do Povo publicou dia 17 de março uma matéria traduzida do New York Times, com o título Depois da vitória de Trump, forças contrárias a George Soros crescem.
No subtítulo, o bilionário americano conhecido por financiar agendas
de esquerda e caras ao politicamente correto mundo afora é chamado de
“liberal”, em tradução literal do termo equivalente em inglês. Tradução,
aliás, sabidamente inadequada e propensa a confundir, pois “liberal”,
nos EUA, se vincula à tradição “liberal moderna”, equivalendo, na
prática, à “esquerda” daquele país, e não expressando a ideia de
“liberalismo clássico” como no Brasil.
O texto aponta que, “fortalecidos pelos sinais encorajadores da
administração Trump, os líderes populistas na Europa Central e Oriental
elaboram ofensivas simultâneas às ONGs, que já foram protegidas por
Washington e promovem o governo aberto, o auxílio a refugiados e, muitas
vezes, servem como controle de governos autoritários”. A partir daí, o
artigo relaciona, país por país, uma série de lideranças e governantes
que comporiam a lista das tais aberrações “populistas” e que, por óbvia
oposição às polpudas características aí listadas, seriam amantes do
“governo fechado”, do “desprezo à dor alheia” e do “governo
autoritário”.
O ministro Viktor Orban, na Hungria, o ex-primeiro ministro da
Macedônia, Nikola Gruevski, o líder do partido governante na Polônia,
Jaroslaw Kaczynski, líderes na Sérvia, Eslováquia e Bulgária; todos,
diferentes entre si, teriam uma terrível mancha em comum: a sórdida
iniciativa de denunciar os malefícios das teias internacionais de George
Soros e sua Open Society! Todos acusando o bilionário
americano de ser protagonista quando se trata de magnatas que financiam
organizações de esquerda, ávidas por dissolver identidades nacionais e
abrir portas ao chamado projeto globalista.
O texto, com horror, aventa que “as ONGs apoiadas pelos EUA estão
ativas por todo o continente, muitas vezes chamadas para explicar o
estilo ocidental do capitalismo democrático para aqueles que não
conheciam nem um, nem outro”. Trump estaria estimulando esses amantes do
autoritarismo e da “extrema direita”, porque tece comentários
depreciativos sobre alguns princípios democráticos, “incluindo sua
crítica frequente à imprensa” – como se as críticas às distorções e às
propagandas travestidas de reportagens equivalessem à censura
ditatorial.
Esse artigo é bastante pedagógico e ilustrativo; em primeiro lugar,
porque evidencia que aquilo que a ignorância massiva faz parecer um
obtuso conspiracionismo no Brasil é uma questão política e social
seriamente discutida e articulada em países europeus. Lideranças e
partidos estão enxergando o “Sorismo” como uma ameaça real aos
princípios nacionais, à identidade cultural, à coesão social.
Se esses líderes e partidos são “populistas”, isto é, apelam a um
diálogo pouco racional com as massas e subvertem certas instituições
representativas e “republicanas”, é uma qualificação a ser feita em
segundo momento; a realidade não é linear e, perfilados em uma mesma
questão específica podem estar partidos e correntes distintos, tal como
católicos e espíritas podem estar juntos no combate ao aborto. Um
liberal como Nigel Farage e uma defensora do “protecionismo inteligente”
(?) como Le Pen são, ambos, contra a União Europeia.
Contudo, para os “higiênicos e limpinhos democratas” que escrevem
artigos como o de que falamos, basta ser patriota e erguer a voz para
denunciar um estrangeiro milionário que comprovadamente semeia
organizações no seu país para difundir estrovengas como a submissão a
organismos supranacionais na determinação do seu fluxo de imigrantes e
até em suas deliberações comerciais, o politicamente correto, o aborto, a
ideologia de gênero, o desprezo a qualquer substância cultural e
institucional que permita autonomia e coesão – em suma, basta falar
contra isso, e você é o demônio na Terra. É uma força do atraso. É um
retrógrado irracional.
George Soros é representante e financiador-mor de todas as
iniciativas que visam construir um mundo “melhor, mais próspero,
pacífico, igualitário, democrático, com liberdades individuais, sexuais,
whatever”, e que fazem isso alimentando de tal monta ativismos
coletivistas, “progressistas” e “internacionalistas” que acabam por –
que coisa! – diluir as estruturas culturais e civilizacionais
responsáveis por propiciar as ideias de ordem e liberdade que se
gostaria de proteger.
Melhor dizendo, que se finge que se gostaria, bem sabemos; a verdade é
que, como Soros e sua turma sabem o que é melhor para todo mundo, então
que se danem aquelas pessoas e países que só querem ter autonomia para
decidir o que vão fazer de seus próprios rumos. Tal pensamento utópico é
muito mais persuasivo nos dias de hoje do que o mero comunismo clássico
ou do que o fascismo e o nazismo, do qual, aliás, Soros fugiu na
juventude. E Soros é uma das principais fontes de dinheiro (money,
bufunfa, afinal o que funciona sem isso?) para os tiranos modernos – os
“fascistas” atuais que, como previra Churchill, impõem sua tirania sob o
pretexto de combater o “fascismo” que ficticiamente atribuem a seus
oponentes.
Por isso, sem pestanejar, desprezemos as hipocrisias retóricas do
artigo. Se forças contrárias a George Soros e suas teias de influência
estão crescendo, em termos gerais, o mundo ganha com isso.
No famoso episódio d’Os Simpsons em que a família vem ao Brasil
pela primeira vez (aquele que fez o Secretário do Turismo da cidade do
Rio de Janeiro resolver ameaçar a Fox porque o desenho satirizava o
Brasil naquele episódio, enquanto satiriza alegremente a própria
sociedade americana em todos os outros), antes de toda a […]
No
famoso episódio d’Os Simpsons em que a família vem ao Brasil pela
primeira vez (aquele que fez o Secretário do Turismo da cidade do Rio de
Janeiro resolver ameaçar a Fox porque o desenho satirizava o Brasil
naquele episódio, enquanto satiriza alegremente a própria sociedade
americana em todos os outros), antes de toda a barafunda que
envolve o Brasil, Homer Simpson tenta conseguir sinal gratuito de TV a
cabo mexendo nos fios elétricos de um poste.
Homer, profeticamente, começa tentando ligar o cabo no plug vermelho.
E toma um choque. Tenta então no verde. Toma outro choque. E inicia
individualmente o percurso social iniciado no século XX: “Vamos tentar o
vermelho de novo!!” Desnecessário dizer que é seguido por um novo
choque. Então tenta ligar o vermelho e o verde ao mesmo tempo. E lá se
vai mais um choque.
Esta experiência, que deixaria B. F. Skinner e seu behaviorismo de
cabelos em pé (aquela teoria psicológica de dar choques em ratinhos no
labirinto para ensiná-los um comportamento na base dos reforçamentos
positivo e negativo), é exatamente o que fez a humanidade no “curto
século dos extremos”, no dizer do stalinista Eric Hobsbawm.
O mundo ocidental conheceu o socialismo pelas experiências
fracassadas de Robert Owen, de Saint-Simon (de quem Auguste Comte, tão
influente nas Forças Armadas brasileiras, foi secretário), da utopia
natureba de Rousseau.
Era apenas uma bizarra e malfadada prática de aplicação de poder em
pequena escala – algo como uma São Tomé das Letras que queria ser o Vale
do Silício.
Vamos testar o vermelho?
Quem surge para criar uma vasta teoria para propor o socialismo,
crendo ser o capitalismo um jogo de soma-zero, é Karl Marx, cujo
primeiro grande aplicador foi Lenin, na Revolução Russa. Um evento de
tamanho porte estremeceu não a Rússia, mas o mundo (já sacudido em seus
pilares pela sanguinolenta Revolução Francesa).
O resultado é conhecido, ou ao menos foi conhecido no Ocidente a
partir da queda do Muro de Berlim, 80 anos depois: o Gulag, os expurgos,
os fuzilamentos, famílias destruídas, reeducação “cidadã” que chegou a
dar choques em bebês, imprensa oficial censora e mentirosa, miséria,
fome, mais de 100 milhões de mortes em menos de 80 anos. Em suma, a pior
forma de totalitarismo até então inventada. E algo que faz os nazistas
parecerem a seleção Dentinho de Leite dos genocidas.
Entretanto, toda vez que a esquerda precisa apresentar seu apelo
perante aqueles de quem precisa de voto, dizendo-se defensora (os
primeiros que serão futuramente por ela oprimidos), esta esquerda é a
primeira a pintar a história com as cores do revisionismo. “Aquilo não foi socialismo”, talvez tenha sido até mesmo capitalismo (!), Stalin era de direita, o verdadeiro socialismo é uma maravilha e ainda está por vir.
Vamos agora testar o vermelho.
Claramente, este é o discurso feito para uma plateia avessa ao
totalitarismo genocida. Entre os seus, quando não é preciso convencer
seres humanos “de fora”, a esquerda inverte a jogada, e defende as
supostas “maravilhas” do socialismo (como a superstição de que Cuba tem
altíssimos índices educacionais e de saúde, embora os Mais Médicos, no
Brasil, tenham acabado com a fábula da “medicina cubana que cura até
câncer”), afirma que é preciso uma revolução bolivariana,
que Stalin não foi tão ruim assim, ou menospreza e fala em tom de
deboche (ou de perigo) que haja algo como “uma tendência anti-comunista”
no Brasil – ridicularizando-se a “paranoia” e o “discurso de ódio” de
“Rottweillers” que criticam o socialismo, ou veem algo de socialismo no PT pregando socialismo ou financiando ditaduras socialistas.
Este duplipensar (no linguajar de Orwell, um dos primeiros a estudar a
linguagem totalitária da esquerda – e ele próprio um socialista), que
poderíamos chamar de “dialético”, é a raiz do caótico abismo entre
discurso e realidade política e factual, hoje.
Já é esboçado no próprio termo fantasioso de Marx, o “socialismo
científico”, por nada ter de científico, ser a maior das “ideologias”
que tanto critica, e que justamente o “socialismo utópico” anterior a
ele ser uma aplicação, enquanto o seu é uma teoria assassina
que, sempre que sai do hagiográfico e virginal reino das ideias,
transforma-se misteriosamente em catástrofe.
Vamos testar o vermelho.
Mas é ainda piorado pela retórica propagandística do socialismo.
Afinal, o chamado “socialismo científico” acabou sendo bem pouco
científico na prática.
Assim, se não deu certo e gerou a ditadura de Lenin e Stalin, foi
porque foi “traído”. Ou não era o verdadeiro socialismo – o verdadeiro
socialismo ainda estava por vir.
Vamos testar o vermelho de novo.
Mas tivemos a experiência também na China… e o saldo de mortes passou
de cerca de 30 milhões para mais de 60 milhões. Então, novamente, o
socialismo científico, aquela teoria que, sem falhas, explica e propõe
uma sociedade justa e perfeita, foi misteriosamente traída mais uma vez.
Qual plug nos resta? Vamos testar novamente o vermelho.
E então a teoria foi surrupiada e traída – logo a teoria perfeita,
aquela que nos livraria do odioso capitalismo, este sistema tão ruim que
nos serve, produz para as massas, enriquece os pobres e em que o
cliente tem sempre razão – novamente na Iugoslávia. E na Polônia. E na
Romênia. E em Cuba.
E na Coréia do Norte. E no Azerbaijão. E no Camboja.
E na Alemanha Oriental. E no Paquistão. E em Zimbábue. E no Laos. E em
Uganda. E na Ucrânia. E na Venezuela. E na Tchecoslováquia.
Sempre traída, a pobre teoria perfeita, tão perfeitamente excelente na virgindade de contato com a realidade.
Restou, ao menos, o ódio contra o que dá certo – e a riqueza do capitalismo (ignorando-se que ela não surge por exploração,
e sim porque estes ricos de agora eram pobres antes do capitalismo).
Não é por coincidência que todo o argumento da esquerda brasileira, por
exemplo, tenha se resumido a chamar o interlocutor de “coxinha”.
Vamos testar o vermelho mais uma vez!
Aliado a tal repetição de um discurso pronto e da negação da
realidade mais inescapável, resta sempre o expediente de classificar que
qualquer forma de esquerda no poder, por ser ruim, se tornou “de
direita”, ou não-esquerda.
Assim, o nacional-socialismo passa a ser considerado “extrema-direita” (e
o apelido pegou, como se algum nazista alguma vez tivesse se
auto-declarado direitista), a União Soviética passa a ser chamada
“capitalista de Estado” (como se isso significasse alguma coisa),
nenhuma esquerda é verdadeiramente de esquerda, o PT é de direita e por
aí vai.
A característica que une todas as esquerdas que deram certo é serem inexistentes.
É claro que, entre os esquerdistas, continua o horror a quem tenha
uma “retórica reacionária” que não goste de comunistas, mas nunca isto é
defendido em público.
Mesmo assim, vamos testar o vermelho dessa vez?
No Brasil, o discurso pronto pode ser resumido em meia dúzia de
chistes que formam esquerdistas profissionais saindo de fábrica em
linhas de produção fordistas.
A miséria cubana é culpa do embargo americano, mesmo que isto seja, ehrr, admitir que o livre mercado enriquece os pobres.
A Rede Globo é “golpista”, mesmo que chegue ao disparate de cobrir as
imensas janelas de seu prédio em São Paulo, que dá para a ponte
Estaiada, onde se realizava um protesto com o boneco “Lula Inflado” na
ponte, apenas para (wait for it) um telejornal esconder uma notícia na janela dos âncoras, pela primeira vez na história deste país desde que ele virou a Coréia do Norte.
E a educação brasileira, dominada de cima abaixo por Paulo Freire e
pelo socio-construtivismo, que nos legou os últimos lugares nos testes
internacionais aos quais nossos alunos são submetidos, é considerada
“muito pouco de esquerda”, e cada nova reforma educacional propõe…
estudar Paulo Freire, porque dessa vez vai. Vamos testar o vermelho
agora?
O expediente é sempre afirmar que nossa educação é ruim porque não é
de esquerda o suficiente. De novo. E de novo. Afinal, ninguém ainda
conhece Paulo Freire no Brasil, mesmo que toda discussão sobre
educação seja citando Paulo Freire de cima abaixo. Afirma-se até que a
educação é… direitista, como se na escola aprendêssemos que o Partido
Republicano americano soube acabar guerras geradas pela esquerda (fato),
que acabou com a escravidão (fato), que a esquerda começou com o
terrorismo antes de a ditadura militar se instaurar (fato), que o
socialismo matou ainda mais do que o nazismo (fato), que Auschwitz foi
baseado no Gulag (fato) etc etc.
Isto se dá porque a retórica da esquerda é se fazer de vítima. E
quanto mais a esquerda ganha poder (tanto poder estatal quanto poder
cultural), mais pode se fazer de vítima, e afirmar que está sendo
dominada por uma misteriosa direita inexistente.
Quanto mais nossa educação é paulofreireana, mais sentimos falta de
uma “educação cidadã” que algum dia virá e nos tornará uma potência.
Quanto mais o PT está no poder, nas estatais, no jornalismo, na
educação, dominando as notícias (e sua manipulação), mais se faz um
discurso de vitimismo em que todo o país é “golpista”. Quanto mais
esquerdistas na Rede Globo, fabricando polêmicas e
nos legando deputados de extrema-esquerda e atores que fazem propaganda
do PT, mais se afirma que a Rede Globo é tucana e defende a ditadura.
Quanto mais as faculdades de Humanas só produzem politicagem,
micareta psolista e alunos ricaços votando na extrema-esquerda, mais se
considera que as salas “reproduzem as desigualdades da sociedade”, que a
educação é ruim porque não é de esquerda, que os pobres não se
identificam com a Universidade (no que, por um lapsus linguæ, estão até corretos).
Por que é justamente este o canto das sereias da esquerda: de que são
coitadinhos, e quanto mais poder tiverem, mais poderão dizer que são os
vencidos, os oprimidos, o futuro glorioso que ainda não veio.
Mas vamos desta vez apertar o vermelho? Vai que agora finalmente
fiquemos inteligentes e competiremos com Japão, Coréia do Sul (que era
tão pobre quanto o Haiti antes de se tornar uma potência liberal), a
Alemanha, o Canadá, a Austrália e, claro, a América com suas trocentas
Universidades de ponta e prêmios Nobel?
Claro, nos primeiros lugares em qualquer ranking internacional de educação, apenas países que, por mera coincidência, são também os primeiros lugares nos rankings de liberdade econômica (ou
seja, mais capitalistas, menos estatais) – incluindo aqueles do “Estado
de Bem Estar Social” da Escandinávia – que são incrivelmente mais
capitalistas do que o Brasil do “neoliberalismo”.
Mas, só por desencargo de consciência, vamos apertar o vermelho agora? Vai que dessa vez funciona.