sexta-feira, 1 de julho de 2016

A direita que está a nascer no Brasil não se divide, mas se constitui











Toda tentativa de mudança do estado atual do Brasil exige o saber filosófico, se não queremos cair em estratégias pueris que se renovam dia após dia, muitas vezes, e isso é ainda pior, obedecendo marionetes de partidos e homens de grandes posses materiais.


A urgência, claro, nos tira o sono e queremos, todos, creio, achar uma solução eficaz. Estas soluções, por outro lado, não podem ser mágicas. Isso é impossível. Que faremos, então? Escolhemos uma única opção entre pragmatismo e especulações profundas, mas de longo prazo? Certamente não. Ambas precisam caminhar unidas. O que não podemos, e isso é pragmático, de algum modo, é deixar nossas energias e esforços mil nas mãos de quem não quer uma mudança total, ou seja, cultural, econômica e civilizacional.


Uma mudança meramente econômica não nos tira da lama que nos encontramos, já que não chegamos onde estamos única e exclusivamente por fatores econômicos. Imergir-nos nesta estratégia é o mesmo que querer a cura de um câncer tratando da febre que deste resulta. E aqui todo brasileiro simples compreende, menos os jovenzinhos de alma dos movimentos liberais e libertários. 


Todo brasileiro comum sabe que a família está em perigo e é ela que precisa encontrar um porto seguro. A economia, a segurança pública, a falta de liberdade no ambiente de trabalho, a corrupção de todos os níveis e toda sorte de mal que nos assolam precisam de uma quimioterapia civilizacional, onde a família é o hóspede deste câncer. É nela que esta enfermidade se alojou.


Não me venham, pois, dizer que o mal que assola o Brasil é apenas o tamanho do Estado, altos impostos e problemas políticos. Não! O âmago deste câncer se encontra na destruição de nossas famílias, seja por meio político, seja pela cultura.


A unidade, assim, que a direita precisa é em torno da FAMÍLIA, onde aprendemos a amar todas as coisas. Jair Messias Bolsonaro aparece assim como um homem que não quer mais vê-la sofrer, sem ignorar todos os outros males menos relevantes, como empresas estatais, alta taxação dos contribuintes e etc.


Querem alguma unidade na direita? Estejam perto do povo e a resposta está lá. A carência de uma visão clara, intencional ou não, do que é o brasileiro comum é um decreto de falência total, mesmo que se consiga uma boquinha na Veja, na Rede TV, na Folha ou em qualquer grande mídia.


A direita que está a nascer no Brasil não se divide, mas se constitui.

Caminhando para um outro Brasil

sexta-feira, 1 de julho de 2016




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antonio Paulo Neto

Atormentados pela eterna dúvida, se o Brasil será a nação do futuro ou se teremos a eterna corrupção como empecilho para esse futuro, surge a genial e histórica operação lava jato em que as instituições do judiciário, do ministério público e da polícia federal, conduzidas por brilhantes jovens com a Justiça na mente, a Pátria no coração e nas mãos as leis, alçaram a justiça ao patamar que deve ocupar na democracia.

Como consequência dessa operação e dos fatos que surgem das investigações expostas dia após dia pela imprensa livre e soberana, cumprindo brilhantemente  o seu papel na democracia, assistimos nos noticiários aos capítulos da indignidade, fatos tenebrosos e deprimentes que tanto mal fazem à nação. Essas informações chegam a todos os lares brasileiros mostrando o apodrecimento pela corrupção do ambiente político e do sistema eleitoral e formam, com os acessíveis meios de comunicação em um Brasil tão comunicativo, uma consciência nacional da necessidade urgente de mudar, como urge o tempo atualmente em seu compasso na velocidade da luz.

Essa operação que tanto incomoda aos corruptos, logo foi apelidada pejorativamente pelos ícones da corrupção e da mentira como “República do Paraná”. Más não! Essa é a república que queremos ter em um outro Brasil definitivamente livre da corrupção generalizada, um Brasil onde as leis são aplicadas e valem para todos igualmente.

As luzes dessa operação nos leva concluir com clareza que podemos finalmente combater a corrupção e mudar definitivamente o Brasil com uma revolução pacífica apenas fazendo justiça e, para isso, basta que o povo manifeste nas ruas seu apoio como tem feito nas últimas manifestações. Portanto, sugiro alguns dos principais focos para a pauta da próxima manifestação de 31 de julho.

1 – Apoio total a lava-jato (Operação que é a fonte das atuais transformações).

2 – Exigir do Supremo Tribunal Federal a formação de uma força tarefa para agilizar os julgamentos dos réus que possuem foro privilegiado (A morosidade no foro privilegiado é indefensável e a fonte da impunidade).

3 – Fim do foro privilegiado (Colocado maliciosamente pelos constituintes de 1988 como o germe que iria solapar a democracia).

4 – Apoio as “10 medidas contra a corrupção” que tramitam no congresso (Extraordinária contribuição dada pelo Ministério Público Federal com amplo apoio popular para combater definitivamente a corrupção).

5 – Lei de ficha limpa eficaz (A lei atual é inócua, tanto é que não consegue barrar Maluf e tantos outros ícones de corrupção desde sempre).

Se, no entanto, considerarem essa pauta extensa, sugiro como pontos principais para o momento as duas seguintes:

1 - Exigir do Supremo Tribunal Federal a formação de uma força tarefa para agilizar os julgamentos dos réus que possuem foro privilegiado (A morosidade no foro privilegiado é indefensável e a fonte da impunidade).

2 – Fim do foro privilegiado.

Não vejo a necessidade de novamente pedir o impeacheament de Dilma, uma vez que os senadores não são malucos de deixar retornar uma presidente sem mais nenhuma possibilidade política de governar. Seria como lançar a nação em um abismo perigosíssimo, além do que, dos crimes que ela cometeu contra a nação, as pedaladas fiscais são os menores.



Antonio Paulo Neto é Engenheiro Eletricista pela Universidade de Brasilia / Universidade Federal da Bahia.


Lava Jato se aproxima ainda mais de Lula

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Só Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu acordar tão ou mais apavorado que Eduardo Cunha, com a deflagração, nesta sexta-feira, de mais uma operação derivada da Lava Jato. O grupo JBS-Friboi se transformou em um dos alvos de investigação - para pavor do amigo Lula. A Polícia Federal prendeu o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, apelidado de "menino Maluquinho" no mercado de rentistas, acusado de ser o "operador" de Cunha - quem realmente deve ter ficado ainda mais louco. O lobista Milton Lira, que fazia das suas em fundos de pensão, é outro alvo explosivo que pode ser fatal para Renan Calheiros - presidente do Senado.

A operação é baseada em autorização do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Tudo parte de informações obtidas nas delações premiadas de Fábio Cleto - um apadrinhado de Cunha na vice-presidência da Caixa - e de Nelson Mello, ex-executivo da Hypermercas. Pairam suspeitas graves contra o grupo JBS (que até outro dia tinha como presidente de seu conselho o poderoso amigo de Lula, Henrique Meirelles, agora ministro da Fazenda de Michel Temer).

O Ministério Público Federal denuncia que a empresa teria pago propina, por meio do doleiro Funaro, para obter recursos do fundo de investimentos do FGTS (grana que é um seguro do trabalhador desempregado). Cleto revelou como exercia sua influência para a Caixa liberar o dinheiro mais depressa. Em retribuição ao "favor", rolava uma propina que era repassada a políticos. Cleto revelou que a partilha inicial acontecia entre ele, Cunha e Funaro.

Assim funciona o Capimunismo canalha e corrupto do Brasil - que reserva surpresas desagradáveis para muita gente que, até outro dia, se julgava inexpugnável. A devassa sobre Funaro atingirá muitos outros políticos. A prisão do ex-dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, que continua foragido, também causará um efeito dominó. Tanto Funaro quando Cavendish - junto com Carlinhos Cachoeira - podem complicar ainda mais as vidas de José Dirceu e do ex-governador Sérgio Cabral Filho (duas das pessoas mais próximas de Lula).

Enquanto isso, quem tenta obstruir a ação das investigações é o Presidente do Senado - outro cabra marcado para acertar contas com o judiciário muito em breve. Renan Calheiros tem a cara de pau de fazer mais uma bravata: ameaça acelerar a tramitação deu um projeto que tenta punir eventuais abusos de autoridades cometidos pelo MPF, PF, Receita Federal, delegados de polícia civil, promotores e afins. O poderoso Renan aposta suas fichas na impunidade, enquanto a hora dele não chega... Por isso, a pressa dele é legalizar os jogos de azar no Brasil - desejo que a petelândia não teve competência política para tocar.

Pelo menos Renan deu ontem uma boa notícia. O impeachment da Dilma será votado até 27 de agosto, depois das olim-piadas...

Mas a galera só vai vibrar, de verdade, quando for anunciada alguma operação com o nome de "Poderoso Chefão" ou "Filho da Puta"...

Releia a segunda edição de quinta-feira: "Minha Casa, Minha Cadeia"? Novo programa do STF?




Infiltrados


Jurista Laercio Laurelli detona aqueles que ousam se infiltrar no Judiciário para fazer o jogo da politicagem
Difícil de mudar de ideia

Craque na lavanderia

Jogatina

Ligação forte com governo Dilma gera avaliação negativa a Temer, diz CNI/Ibope


Pesquisa divulgada hoje mostrou que 53% dos entrevistados desaprovam a maneira de governar de Temer desde que ele assumiu, em meados de maio

Crédito: Frederic Jean/Agência ISTOE
O presidente interino da República, Michel Temer (Crédito: Frederic Jean/Agência ISTOE)

O gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, afirmou, nesta sexta-feira, 1, ao comentar os resultados da pesquisa Ibope sobre avaliação do governo federal, que há uma melhora pouco significativa na popularidade do presidente Michel Temer em relação à Dilma Rousseff.

“O saldo ainda é negativo”, declarou. Fonseca alertou que um grande número de entrevistados não soube responder ou considerou a gestão Temer regular, o que era esperado para este início do governo, que tem menos de dois meses.

Em relação a Dilma, a pesquisa mostrou que 44% consideram a gestão Temer igual a da presidente afastada. Outros 25% avaliam que a atuação do presidente em exercício é pior do que a sua antecessora; 23% disseram que a gestão de Temer é melhor do que a Dilma; e 8% não souberam ou não quiserem responder.

Na última pesquisa divulgada pelo CNI, em março, a porcentagem da população que desaprovava maneira de Dilma governar era de 82%. Já os que consideravam o governo Dilma ruim ou péssimo eram 69%.

A pesquisa divulgada hoje mostrou que 53% dos entrevistados desaprovam a maneira de governar de Temer desde que ele assumiu, em meados de maio. A proporção dos que aprovam a gestão é de 31%. Não souberam ou não responderam 16%.

“O que a gente percebe é que ainda há ligação forte dos dois governos e isso gera a avaliação negativa”, disse. Para o gerente, “não houve tempo” para uma lua-de-mel com o governo provisório. “Acho que um mês e meio do governo é muito pouco, estamos todos nós correndo atrás para ver qual linha, qual será o modo de governar”, ponderou.

Segundo Fonseca, caso Temer permaneça na Presidência, será possível tirar conclusões na próxima pesquisa, em setembro.


Impeachment
A CNI informou que a pesquisa não abordou a opinião dos entrevistados com relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff porque a instituição queria manter o mesmo formulário da pesquisa anterior.

Otimo vídeo!!! Suprema Impunidade

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laercio Laurelli


Somos todos réus, é a impressão que fica hoje no Brasil de inverno e na quantidade de escândalos, corrupção e desvio de dinheiro público. O Estado macro deu lugar para o Estado mico, e com isso ninguém tem dinheiro para pagar a folha, as próprias contas e estica o chapéu para e em União geral visando a reduzir o problema do colapso e seu calote.


O que mais preocupa no momento é a falta de mobilização da sociedade civil e da paralisação das atividades no mês de julho. O que assistimos hoje sucede em razão máxima do foro privilegiado e da falta de arranjo do STF de tramitar em tempo real o devido processo legal. Essa ambivalência faz com que o espírito de corpo político tome jeito e as decisões judiciais assim se encaminhem na melhor forma de se evitar qualquer tipo de abuso ou arbitrariedade, seja do ministério público ou da justiça.

Querem calar a boca da Lava Jato, fato inconteste, e de sabença notória.  Um projeto que tramita a jato poderá impor uma séria derrota aos investigadores e à função nobre da justiça em termos de colocar atrás das grades e faze prevalecer a delação premiada. A pressão da sociedade organizada não pode permitir que isso aconteça.

Em relação à recuperação de valores, temos que é importante uma medida provisória ou projeto de lei, como existe nos EUA a fim de que um percentual se destine aos custos das investigações realizadas pela polícia federal e o próprio ministério público.

Não fossem a ousadia e a intrepidez de ambos,  nada seria possível. São coroados de êxito pelo invencível mister desempenhado pela impoluta República de Curitiba a qual, tal como o joio se separa do trigo para mostrar a cara e demonstrar que o Brasil não tem mais viabilidade, exceto por meio da conduta moral e ética de nossos governantes.

Disseram à exaustão que estão querendo criminalizar a política e com isso viria a destruição da democracia. No entanto, são aqueles que chafurdam nas trevas que assim estilizam suas condutas e inexoráveis comportamentos comprometedores, já que pensam, na calada da noite, aprovar projetos de lei para silenciar a delação e impor penalidade aos que agem e o fazem em nome da Lei.
São os algozes que coagem as autoridades para que consigam demover de qualquer incursão pelos bens e patrimônio dos que surrupiaram a Nação. E a operação Lava Jato não tem data para terminar, na medida em que todo o Brasil e a própria Republica estão contaminados pela poluição das mãos sujas de todos que somente quiseram levar vantagens nos desvios das verbas públicas.

Resultado, Estados e Municípios quebrados, União dando moratória e uma dívida pública que chegam a trilhões, com um sistema tributário que deixaria o mais pobre estado milionário,mas não é o que acontece pois a gastança é essencial para manter no cargo os fraudadores dos valores da Republica.

E querem se perpetuar no poder a custa da legalidade e da legitimidade, mediante arremedos legais ou o chamado companheirismo que enfrenta reclamação e a transforma em habeas corpus de ofício, tripudiando  sobre as instâncias inferiores, e sobre o próprio magistrado, autoridade em primeiro lugar para analisar a prova seus indícios e decretar as prisões cautelar,provisória e de ordem preventiva.

No mundo da impunidade criado na semeadura do foro privilegiado somos todos réus,aqueles que tomaram o dinheiro público e os outros que se fazem reféns desse golpe, verdadeiro crime continuado que se perpetua há mais de meio século sem tréguas, já que eles montam estruturas dinâmicas para grandes obras e consequentes assaltos aos cofres públicos.

Fiquemos atentos e vigilantes em relação aos três poderes da República para qualquer desvio de curso ou anomalia,notadamente no mês de julho, já que o descanso escolar não nos oportuniza acompanhamento dos desígnios de uma Nação carcomida pela corrupção e debilitada pela falta de ética nos seus negócios sempre com a interface destrutiva de um Estado incapaz de se autopoliciar e fazer sua função constitucionalmente assegurada no texto de 1988.

Carlos Henrique Abrão, na ativa, e Laercio Laurelli, aposentado, são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo e autores de obras jurídicas.

Mesmo que seja condenado, Lula não deve ir preso, mas sua desmoralização já é uma prisão

sexta-feira, 1 de julho de 2016




2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Luiz Inácio Lula da Silva pode não ser submetido ao vexame de passar uma temporada em alguma uma prisão. No entanto, pode ser alvo de uma nova condução coercitiva, tendo seus passaportes apreendidos. Caso seja condenado, por ser ainda réu primário, poderá recorrer em liberdade. No limite, o máximo constrangimento que pode sofrer é o uso de uma tornozeleira eletrônica.

Eis a especulação forte entre os principais escritórios de lobby de Brasília, a partir do que interlocutores têm escutado nos bastidores do Judiciário, principalmente na chamada "República de Curitiba". Alguns procuradores federais, em avaliação estratégica, interpretam que uma prisão de Lula tem mais chance de transformá-lo em "mártir" do que em mais um ilustre réu com alto risco de condenação.

A estimativa é que qualquer coisa mais séria judicialmente só aconteça contra Lula depois das Olim-piadas e da decisão final sobre o impeachment de Dilma Rousseff - cujo deadline previsto pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, é de 27 de agosto. Por enquanto, o "cerco" contra Lula fica apenas no campo do "terrorismo administrativo" das investigações policiais e judiciais.

Assim, tem tudo para não acontecer a tão sonhada "prisão" de Lula, que a maioria que o odeia insiste em incluir como uma "obrigação" do juiz Sérgio Moro. O companheiro $talinácio ainda é um dos homens mais poderosos e hipersuperbeminformados do Brasil, apesar da desmoralização do Partido dos Trabalhadores. Lula ainda tem grande potencial ofensivo, embora seja um mito em decadência nacional e internacional.

Por enquanto, seus "inimigos" continuam agindo em duas frentes. Nas redes sociais, batem nele sem perdão, às vezes até exagerando no direito à liberdade de expressão. Lula gosta de tal postura, porque ele e a petelândia fazem o mesmo. A outra tática, no campo jurídico, consiste em cercar todos os políticos, empresários e lobistas enrolados em corrupção que possam prejudicar Lula em futuras "colaborações premiadas".

Lula e sua cúpula da petelândia já perceberam que, mesmo que não sejam punidos judicialmente, já estão ferrados pela maioria da opinião pública. Vide o caso da Presidenta afastada Dilma Rousseff, que bem espelha a situação de outras lideranças petistas. Nenhum deles sai à rua, vai a um restaurante ou viaja em voos comerciais, sem o altíssimo risco de aturar vaias e xingamentos. Para eles, toda desmoralização é uma prisão. A cada operação policial-judicial, está cada vez mais difícil escapar dessa penitenciária moral.

A maioria das pessoas entende que o Brasil precisa ser passado a limpo. Só não consegue definir, com clareza, o que tem de ser mudado no curtíssimo, médio e longo prazos. A insatisfação das pessoas, sobretudo turbinada pela crise econômica (uma cínica estagflação), é o combustível para as mudanças. A Revolução Brasileira avança. O País segue em ritmo de ruptura institucional, com risco de explosão de violência política-ideológica, na guerra de todos contra todos os poderes.

O Brasil tem de ser reinventado em novas bases pactuadas e exaustivamente debatidas pelos segmentos esclarecidos da sociedade que não estejam contaminados pelo esquema de desgoverno do crime institucionalizado. A estrutura Capimunista, improdutiva, canalha, corrupta de mentalidade especulativa-rentista, tem de ser neutralizada e abolida, trocada por um regime Capitalista de verdade.

$talinácios da Silva são consequência - e não a causa da destruição de uma nação sabotada de fora para dentro, porque seu povo ignorante desconhece seus reais inimigos e sua zelite de merda adora fazer acordos com eles, na perpetuação de um cínico pacto colonial, onde poucos enriquecem a acumulam cada vez mais bens, em detrimento de uma maioria que só tem o direito de trabalhar feito escravo para paga contas e impostos que custeiam os vermes e parasitas estatais.

No fundo, todos estamos em uma grande penitenciária a céu aberto. Cidadãos de bem e do bem têm a obrigação de escapar das amarras do sistema autoritário, uma democradura ou oclocracia, cheia de vícios, patrimonialismos, abusos de poder e insegurança do Direito. Reinventar e redescobrir o Brasil é a missão urgente que alguns já tentam cumprir. A maioria precisa ajudar. Do contrário, o crime continuará vencendo e compensando, como nunca antes em nossa História.

Bom senso de liberdade

É preciso comemorar a decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, de suspender o trâmite dos processos por danos morais movidos por juízes do Paraná contra repórteres do jornal Gazeta do Povo.

Os jornalistas "cometeram o crime" de divulgar dados públicos para mostrar que, na soma, a remuneração de juízes e promotores paranaenses ultrapassava o teto constitucional.

Em breve, o plenário do STF vai julgar o mérito das ações - em princípio um frontal ataque à liberdade de expressão assegurada constitucionalmente e já incansavelmente reconhecida pela mais alta Corte do judiciário do Brasil.  

Leia o artigo dos desembargadores Carlos Henrique Abrão e Laercio Laurelli: Suprema Impunidade


Confira a primeira edição desta sexta: Lava Jato se aproxima ainda mais de Lula

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Os deveres do professor


Uma das maneiras mais eficientes de combater a doutrinação política, partidária e ideológica dentro das escolas – públicas ou privadas – é a conscientização de professores, pais e alunos sobre o que é a doutrinação em sala de aula.
sala de aula

Esta é uma lista de deveres do professor proposta por Miguel Nagib, advogado e fundador do Movimento Escola Sem Partido, a qual compartimos com nossos leitores juntamente à sua base legal.




Os deveres do professor

1. O professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.

2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.

3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais ou econômicas, o professor apresentará aos alunos de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade – as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

5. O professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

6. O professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de terceiros, dentro da sala de aula.

De onde vêm esses deveres?


Da Constituição Federal
Princípio da neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado (arts. 1º, V; 5º, caput; 14, caput; 17, caput; 19, 34, VII, ‘a’, e 37, caput);
Liberdade de consciência e de crença (art. 5º, VI);
Liberdade de ensinar (que não se confunde com liberdade de expressão) e de aprender (art. 206, II);
Pluralismo de ideias (art. 206, III).


Da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que assegura o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções (art. 12, IV).


Se você quer saber mais sobre como combater a doutrinação nas salas de aula, visite: www.escolasempartido.org.